Ano passado nessa mesma época do ano eu estava morando no Equador, foram 75 dias inesquecíveis nesse país maravilhoso. O tempo foi tão intenso por lá que o blog entrou de férias, o twitter ficou de lado e eu mal tinha tempo de ligar pro meu marido e minha família no Brasil. Fui pro Equador por conta do meu mestrado, fazer uma pesquisa na área de gênero e raça, uma imersão no meu espanhol e claro, conhecer melhor esse pais lindo.
Confesso que antes de ir pra lá, estava meio receosa, tinha a possibilidade de ir pro Chile, Argentina e Equador. Mas eu já conhecia a Argentina, o Chile nos meses de maio a agosto é bem frio e não sou muito chegada no espanhol dos chilenos, então por falta de outras opções fiquei com o Equador. Foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. Todos os dias naquele país foram uma surpresa e hoje guardo recordações maravilhosas e lembranças lindas do meu período por lá.
As surpresas da viagem começaram quando eu ainda estava no avião e de cima, percebi que a capital Quito, fica no meio das montanhas e vulcões, então a vista lá do alto é magnífica. E quando você sai do avião, mas uma surpresa, porém nem tanto agradável como a vista: Quito fica a mais de 2.000 metros do nível do mar, e como a gente não está acostumado a altitude, o corpo precisa de 2 dias pra se ajustar. Então você se cansa super rápido, pode ter umas tonturas, dor de cabeça, mas nada que um chazinho e boas horas de sono não resolva.
O Equador é um país pequeno em dimensões, porém grande em diversidade principalmente natural e turística. Para onde você for é como entrar em um novo país. E quem vai ao Equador não fique apenas em Quito, aproveite bem a viagem e conheça o país inteiro que é menor que o estado do Ceará. No meu roteiro, passei por Quito, Otavalo, Baños, Riobamba, Cuenca, Guayaquill, Puerto Lopez, Pelas praias de Montañita, e Atacames, Fui a Quilotoa, Mindo, fui a Napo, Tena (Oriente/Amazonia Equatoriana). Terminei a viagem passando uma semana no arquipelágo de Galápagos, mas vou deixar pra fazer depois, um post especial sobre essas ilhas fantásticas.
Segue algumas dicas de viagens para o Equador:
Em quito reserve pelo menos uns três dias. Fique hospedada no Bairro de Mariscal e faça o passeio a pé entre Mariscal x Centro histórico. O Centro Histórico de Quito é um dos mais preservados da América do Sul. A noite faça um passeio pelo Bairro de Mariscal, pois vai encontrar diversos bares e restaurantes cheios de viajantes do mundo todo!
Se puder vá até o Cerro El Panecillo pra tirar fotos panorâmicas da cidade ou no Parque Itchimbia, ou então, faça os dois. Dependendo do tempo é possível avistar os vários vulcões da região. Se ficar mais uma dia pode até pegar um ônibus e ir até o Parque Nacional Cotopaxi pra fazer um passeio até a base do Vulcão Cotopaxi. Tire também um dia para ir visitar a “mitad del mundo”. Outra dica que dou é visitar o Museo Guayasamin que é fantastico.
Tire uns dois dias e visite Baños. Quando fui por lá o vulcão tunguraua estava acordado e estava soltando fumaça e cinza, e a noite saia umas faísca, enquanto isso eu ficava tomando banho numas piscinas de águas termais. É incrível dormir e escutar o rugido do vulcão. No outro dia, vá até Puyo de bicicleta alugada e na volta venha de ônibus com a bike em cima.
Não deixe de visitar a feira indígena de Otavalo e compre um casaco de Alpaca por lá. É um povoado muito lindo, com lindas paisagens e perto do Lago San Pablo.
Se a tua paixão é a cultura espanhola Cuenca é o lugar certo, vai ter um montão de coisas para voce conhecer, se trata de uma cidade pequena mas com muita coisa para descobrir, tanto da cultura espanhola, quanto a cultura Inca e Indígena. Tem igrejas em cada esquina, e tem muita historia por tras delas. Lá também esta o parque Cajas que é um dos parques mais lindos do mundo e ninguém conhece, recentemente ele foi reconhecido como patrimônio natural da Unesco.
Se for a Riobamba não deixe de subir no vulcão Chimborazo, Eu consegui ir até 6310m de altura e devo confessar que estava totalmente despreparada fisicamente. A respiração estava ofegante, as pernas cambaleantes, tava frio pra caramba, mas foi incrível.
Agora umas das paisagens mais bonitas que já vi na minha vida foi no povoado de Quilotoa, onde tive a oportunidade de visitar o lago que fica dentro de um vulcão desativado. Durante o dia fiz trekking , peguei carona na boleia de caminhão, fiz visitas a povoados indígenas e vi uma paisagem muito bonita, com imagens deslumbrantes.
Não deixe de visitar as praias de Montañita e Atacames. Claro que você não pode comparar com as praias do ceará. A água é um pouco mais escura e a areia não é branquinha, mas não deixa de ser lindo.
Outro passeio fantástico é conhecer o Oriente, a Amazonia Equatoriana. Visite a cidade de Tena e faça um passeio de barco, vá visitar os povoados indigenas vizinhos, que são super isolados e única forma de se locomover por lá é através de barcos. Visite também uma caverna que tem tena onde tem rios escondidos passando por de baixo da terra e deixa bonito no Brasil, no chinelo.
Roupas:
O clima de Quito é tropical, mediano, de manhã faz calor e a tarde pode esfriar ficando em média de 15 a 20C. Leve um guarda-chuva ou uma capa de chuva, pois pode chover. Leve roupas de frio, pois a maioria dos povoados ficam em altitudes altas e vai esfriando, esfriando e pode chegar a fazer abaixo de zero a noite, e caso queira ir até a base do vulcão cotopaxi vai precisar de roupas em camadas. Esse post AQUI é muito bom e ensina como se vestir em camadas para esses tipos de viagens.
Dinheiro: Há dez anos o Equador usa o dólar americano como moeda principal. Cuidado com as “notas grandes” porque pra trocar precisa até da assinatura do Papa, então é melhor não arriscar.
Transporte: O transporte público no Equador é muito barato, o ônibus custa em media $0,25, mas eu recomendo andar de taxi dentro das cidades. Como toda grande cidade da America latina o transporte publico é um caos, os ônibus estão sempre lotados, são velhos e uma demora. Alem disso, o taxi no Equador é incrivelmente barato. Uma viagem do aeroporto pra Quito (que dura uma média de 15min) custa $5,00. Então qualquer viagem de taxi na cidade custa em media $0,80 – $1,00. Barato demais!! Em relação a viagens dentro do país, recomendo ir de ônibus ou com um motorista especializado que conhece bem as estradas. Muitas cidades no Equador ficam em altitudes altas e as estradas são péssimas, cheias de curvas tenebrosas e super estreitas. Eu particularmente, não me senti confortável em dirigir por lá. Muitas vezes fiquei super tonta com várias curvas e descidas, por isso recomendo andar sempre com remédio pra enjôo na bolsa.
Comida: Uma das formas de conhecer a cultura de um país é conhecer a comida. E no Equador você não vai se arrepender. O pais foi abençoado com uma vasta variedade de frutas e comidas. Lá comi frutas exóticas e maravilhosas que nunca vi na minha vida. Se tiver a possibilidade, passe num mercado e compre algumas frutas típicas, você não vai se arrepender. Não deixe de provar um “locro de papas” uma sopa maravilhosa de batata, queijo e uns pedacinhos de abacate. Yummy!! Se tiver de ressaca coma um bom ceviche de camarão. Eu percebi que quanto mais alto mas diferente é a comida e um dos pratos mais apreciados é o cuy, um cozido de porquinho da India, que por centenas de anos é o prato preferido dos povos indígenas. Não coma comida na rua, principalmente se você tiver um estômago fraco. Eu tive uma péssima experiência com uma empanada que comi na rua e fui parar no hospital, não recomendo essa experiência pra ninguém. Então tente beber água mineral e procure comer em lugares mais higiênicos.
Sei que muita gente que planeja uma viagem ao exterior pensa primeiro nos Estados Unidos e Europa e acabam esquecendo os países vizinhos. Eu acredito que o Equador deveria subir na sua lista para a próxima viagem.

Quem me acompanha no twitter @emanuellamaria –>> (segue aí!!). Sabe que esse final de semana eu viajei de novo, mas dessa vez fui para uma cidade chamada Portland, que fica no estado de Oregan, no noroeste dos Estados Unidos. Provalvelmente você nunca ouviu falar de Portland, eu também nunca tinha ouvido falar até conhecer meu esposo e ele comentar que o irmão dele morava em Portaland e amava o lugar. De tanto ouvir falar, fiquei curiosa sobre a cidade e resolvemos passar um final de semana prolongado por lá.
Foram 6 horas dentro de uma avião, 1 conexão e mais 3 horas de espera no aeroporto pra chegar em Portland. Pense!? Mas confesso que valeu a pena cada segundo que demorou.
A cidade já foi proclamada a “melhor cidade para se morar” da América do Norte e bastou uma visita para entender o porquê e até pensar em mudar pra lá. O lugar tem uma incomparável beleza natural, é super verde, com parques por todos os lados, um rio maravilhoso cortando a cidade, um clima estável que varia entre 15-25C o ano todo, vários jovens, um movimento cultural enorme (na verdade, todo mundo por lá é artista-músico-designer-ator-hippie-artista-músico-designer-ator…). E com toda essa cultura alternativa a cena noturna também é maravilhosa, a cidade tem vários bares, cafés, restaurantes, shows acontecendo todo tempo, festivais ao ar livre e clubs maravilhosos. Fora que é uma das cidades mais “green” dos Estados Unidos e todo mundo é super saudável, andam de bicicleta pra lá e pra cá, comem coisas orgânicas e naturais.. Ahhhhh eu já ia esquecendo, todo mundo em Portland tem tatuagem =)
Eu meio que fiquei me sentindo que estava num mundo imaginário, onde todo mundo é livre pra vestir o que quer, pintar o cabelo da cor que quiser, usar todos os pircings do mundo, de ser único ou não se importar com os padrões e até andar pelado na rua (sério gente, tem uma parada anual de bicicletas onde os ciclistas vão todos pelados hahahaha. Milhares de pessoas).
Fiquei tão empolgada com a cidade que até comentei no twitter…
Drama né?!! Enfim não tenho mais nada a acrescentar. As “imagens falam mais do que mil palavras”.











Pra quem ficou curioso sobre Portand, foi lançada uma TV Show em janeiro desse ano chamada Portlandia, que é bem interessante, super engraçada e que fala dos típicos habitantes de Portland. Segue abaixo o trailler (em inglês) que é muito bom. Recomendo!!
Detalhe que o começo não se passa em portland, mas você vai entender porque: “the dream of 90′s is alive in portland…”

Passei um final de semana prolongado em Las Vegas e resolvi dividir com vocês algumas dicas da cidade. Confesso que já viajei pra vários lugares, mas ainda não encontrei nada parecido com Vegas. Acho que tive a mesma sensação de quando eu tinha 15 anos e fui para Disney e estava num parque de diversões 24 horas, Vegas é o playground dos adultos.
Na verdade, Las Vegas não é uma cidade barata, com uma gama enorme de cassinos, muitas pessoas vão para lá para jogar, tentar a sorte e perder dinheiro, claro! Eu mesmo me empolguei no cassino, apostei $100, ganhei $20, depois apostei os $20 e ganhei $60. Ou seja, perdi $40. Mas o fato é que jogar é viciante e você se empolga nas maquininhas ou na mesa de poquer. Detalhe que dentro do hotel você não consegue notar se é noite ou dia e você pode passar horas e horas jogando. Mas a cidade tem uma vida noturna super intensa e Las Vegas não é só jogo e tem muito o que se fazer nas 24 horas do dia.
A famosa rua “Vegas Strip” é onde ferve e é o local que você precisa estar, a rua possui vários hotéis para todos os gostos e preços. Todos os hotéis da Strip oferecem várias atrações para os turistas, desde cassinos abertos 24 horas, espetáculos, bares, música ao vivo, ótimos restaurantes, shopping e baladas. Com uma variadade de opções, você não precisa ficar enclausurada dentro do hotel e pode sair andando pela rua e visitar os outros hotéis, pois vai encontrar por lá várias reproduções dos principais pontos turísticos do mundo, como Paris, Veneza, Grécia, Nova York e reproduções de outras paisagens impressionantes, como vulcões, cachoeiras. Muito legal!
Além de andar muuuiiiitoo, você pode ir fazer compras, onde vai encontrar desde lojas de grifes as lojas mais populares. Para matar a ressaca das noites agitadas pode passar o dia na piscina do hotel, ou para aqueles que querem continuar a festa podem ir pra um “day club” e curtir uma balada durante o dia.
Muita gente que visita Las Vegas, também vai para o Grand Canyon, que apesar de não estar localizado no estado de Nevada e sim no Arizona, fica a 447 km de Las Vegas e é muito bonito.
O que não falta é opção de shows Vegas, falar qual é o melhor é arriscado pois são super produções e é lógico varia com o gosto e bolso de cada pessoa . Todos os grandes shows encontram-se dentro dos hotéis. Eu assisti o show do Cirque du Soleil (Zumanity), um show de mágica com David Coperfield e Blue Man Group. Adorei todos!! Vale a pena a visitar a noite o Hotel Bellagio e assistir ao espetáculo das águas com show de luz e música na frente do hotel . É simplesmente lindo!
Todos sabem que Las Vegas também é a cidade do pecado e acho que muita gente entra nesse clima quando chega por lá. Durante o dia vi várias periguetes andando pelas ruas, com roupas minusculas. Em toda esquina tem alguém lhe dando coupons para free drinks, ou com fotos para prostitutas e clubs eróticos.
Uma das noites que estive em Vegas fui para uma despedida de solteira de uma amiga e fomos para um show de Strip Masculino chamado Thunder From Down Under e foi interessante. Na verdade achei engraçado, os rapazes ( que cá para nóis, são uns deuses gregos) não ficam nus, fazem várias performances, tiram a roupa e ficam apenas com uma sunga fio dental. kkkkkkkkkkkkkk Mas claro, “o que acontece em vegas fica em vegas”.


Jericoacoara, ou mais conhecida como Jeri, é uma praia paradisíaca, um oásis, que está escondida no estado do Ceará, na região nordeste do Brasil. Para mim, Jeri é um lugar inigualável e não me canso de visitar. A última vez que estive por lá foi recentemente na minha lua de mel em agosto, e contando nos dedos essa foi minha oitava vez. Sou super apaixonada por esse lugar e depois de oito visitas, resolvi fazer um guia de Jeri.
Primeiro não existe idade, tempo certo, ou um motivo para visitar Jeri; pode ser em lua-de-mel, com os amigos, com o namorado, acampando, de férias, uma viagem espiritual, para farrear, para praticar kite surf, passar ano novo, carnaval, ou mesmo para fazer nada.
ATENÇAO: O único problema de ir para Jeri é que você pode não querer mais voltar.
A viagem:
Antes de mais nada para chegar em Jeri você tem que passar por Fortaleza. A viagem é meio cansativa, são quase 5 horas de ônibus (ou seja, 300km) e depois você chega na cidade de Jijoca e de lá precisa trocar de transporte. Pegar uma jardineira (que mais parece um pau de arara) e ir por mais 50 minutos se sacudindo entre as dunas até chegar na praia de Jericoacara. A viagem é cansativa, mas vale a pena.
Em Jeri você precisa reservar pelo menos três a quatro dias para curtir as maravilhas desse Oásis. A praia em si é super calma e um colírio para os olhos, mas nos meses de agosto a outubro (a época dos ventos fortes) atrai gente do mundo todo, especialmente os amantes do kitesurf e windsurf. Os meses de julho e janeiro também são bem movimentados por conta das férias.
Detalhe: Jeri foi uma vila de Pescadores e só no ano de 1992 que chegou a energia elétrica por lá. Hoje ela é movimentada basicamente pelo turismo, mas mesmo assim preserva o ar bohemio e as características rustícas. A vila conta com três grandes ruas como referência: a Rua do forró, a Rua principal e a Rua da duna. A vila tem um clima mágico e uma atmosféra única, outra coisa que a torna especial é que não existe calçamento, não é permitido a entrada de carros por lá (só os bugueiros autorizados e ônibus que traz e leva os turistas 2x por dia). A vila foi construída no meio das dunas e tem areia branca e fofinha por todo lado.
O que fazer:
Além da eterna calma durante o dia, e da praia maravilhosa com águas mornas. Você pode tirar dois dias, se aventurar de bugy e fazer os passeios que são oferecidos por lá. No primeiro dia vá a praia de Tatajuba, que fica há 30km de Jeri e no caminho você pode ver os cavalos marinhos, passear de balsa, passar pela cidade da velha tatajuba que foi soterrada pelas dunas, conhecer a nova tatajuba (que é maravilhosa) e claro, dá um mergulho na praia.
No segundo dia, recomendo fazer os passeios das lagoas – Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul. Você vai se surpreender com tamanha beleza. Poder relaxar numa rede no meio da lagoa, descer no “ski-bunda”, tomar uma cervejinha gelada e comer um camarãozinho frito no alho e óleo. Tem coisa melhor?
Claro que não pode esquecer de tirar um dia e visitar o símbolo de Jeri, a Pedra Furada. Para os mais dispostos, uma caminhada de 40 minutos pela praia, com direito a fotos lindas. O melhor horário para conhecer a pedra é quando a maré está baixa.
No final da tarde, geralmente as pessoas sobem a duna do pôr do sol, que é um espetáculo a parte para vêr o pôr do sol, claro!!! Jeri é um dos poucos lugares do mundo onde o sol se põe todos os dias no mar na mesma hora.
Não se engane que em Jeri é só praia, praia, praia. A noite, a farra em Jeri começa tarde e não perde para nenhuma balada. Tem festa em todo lugar e todos os dias. Recomendo voltar pro hotel, jantar, tirar uma soneca e sair de casa depois da meia-noite. Na rua principal ficam várias barraquinhas de coquetéis e tem festa acontecendo em todo canto.
Outro parada obrigatória é ir comer uma tapioca ou a famosa torta de banana da Tia Angelita, que ficou conhecia pela sua misteriosa receita e já foi capa de várias revistas. (Tem uma receita dessa torta de banana aqui) De madrugada depois da balada, dê uma passadinha na padaria da meia-noite, que literalmente só abre as portas as 2:00h da manhã e vai até as 6:00h, para comer um pão de côco quentinho, feito na hora.
Em relação a comida também não se preocupe, em Jeri você vai encontrar desde o buteco fuleragem vendendo feijoada, panelada, pão com mortandela até o restaurante cinco estrelas com cozinha internacional.
Onde se Hospedar:
Na última vez que fui de lua de mel com meu esposo, resolvi ficar num lugar mais especial e nos hospedamos na Pousada Casa de Areia. Um lugar lindo, super especial, indicado especialmente para casais. Ela tem os preço um pouco salgado comparado com as outras pousadas, mas vale a pena cada centavo, pois é um lugar único. Com apenas 4 quartos, a pousada que é um misto de rústico/chic, fica em frente a praia e tem uma vista maravilhosa.
O café da manhã é personalizado e todo dia tem uma surpresa diferente. O atendimento dos funcionários é maravilhoso e você fica super a vontade o tempo todo. Os quartos tem um ar super romântico e tem areia de praia no lounge da entranda (então você tem a praia dentro da pousada).
Dá para perceber que a pousada foi feita e decorada com um cuidado especial e com atenção nos detalhes. Dá vontade de ficar lá e não querer mais sair. Além disso, no topo da pousada tem uma piscina maravilhosa e uma área para relaxar e curtir a vista fenomenal.
Bem, Jeri tem hotéis, pousadas e albergues para todos os gostos e preços. Segue alguns lugares que eu recomendo:
Pousada Casa de Areia - http://www.casadeareia.com/
Mosquito Blue Hotel - http://www.mosquitoblue.com.br/
Pousada Morada do Sol - http://www.moradadosoljeri.com/
Poudada Espaço Nova Era - http://www.novaerapousada.com.br/
Mais informações sobre Jeri:
http://www.portaljericoacoara.com.br/
E então, alguma dúvida onde você vai passar as suas próximas férias?

Eu já moro há 3 anos, 8 meses e 2 dias nos Estados Unidos, mas especificamente na capital americana Washington DC, e desde o início encontrei vários brasileiros que de uma forma ou de outra imigraram para a terra do tio Sam. Depois que comecei o blog, tenho recebido diversos emails de pessoas que mudaram recentemente ou estão pensando em mudar para cá, pedindo dicas, conselhos, informações, e também interessadas em saber como foi o meu processo de adaptação. Dessa forma, resolvi escrever um pouco sobre isso.
Confesso que morar em outro país não é fácil (e olha que morei na Alemanha antes de morar aqui) e o período mais difícil de viver em um novo país são os primeiros meses. É preciso ser forte, aceitar as diferenças, ser aberto as experiências e estar preparada para diversas situações. Ligar chorando para a família ou sair correndo de volta para o Brasil não vale, ok?
Idioma
Bem, aqui é o Inglês e todo mundo sabe. Mas em algumas partes, como na California, Miami, Texas e Boston se fala muito espanhol e até encontra muitas comunidades que falam Português, mas esse não é o ponto. O que adianta você sair do Brasil, vir morar nos Estados Unidos e continuar falando português? Se relacionar só com brasileiro? Ou só comer feijão com arroz todos os dias? Dessa forma você não cresce e vai continuar sem falar ingles. O ideal é chegar aqui sabendo pelo menos o básico [ hello! Nice to meet you! How are you? How much does it cost? Where is …? What time is it? Sorry, I don’t speak English. E bla bla] Mas se você não fala nem isso, tudo bem, devargazinho você chega lá. Se matricule em uma escola de inglês. Geralmente os cursos não são baratos, mas são super intensivos e vale muito a pena. Para se ter uma idéia, um curso completo de inglês demora 10 meses, enquanto no Brasil dura 4 anos. Super economia de tempo e dinheiro né? Além disse assistir filmes em ingles com legenda em ingles para treinar vocabulário e pronuncia. Assistir televisão em ingles (você aprende por associação), ouvir radio e se possível praticar, praticar, praticar. Lembre-se a maioria dos americanos só fala ingles e você já tem uma vantage, por que está aprendendo sua segunda ou terceira lingua. Então nada de vergonha, errar faz parte do aprendizado. E claro, fazer novas amizades, terá algo a mais pra fazer durante a semana (é sempre bom manter a cabeça ocupada, acredite!).
Clima
Como morava em Fortaleza, que há apenas duas estações (verão e época de chuva) não estava acostumada com o inverno e as mudanças de estações. E quando cheguei aqui em janeiro de 2007, era muito frio! Frio de não conseguir ficar 10 minutos fora de casa, de colocar todos os aquecedores no máximo, de amanhecer nevando às 9 horas da manhã e às 4 horas da tarde já estar escuro novamente. De passar por dias melancólicos que pareciam não ter fim. Foi difícil, mas “sobrevivi”. Nessa caso recomendo ter um excelente casaco de frio, sapatos apropriados, cachecol, luva e protetor de orelhas ou gorro. Uma dica: venha com o básico, deixe para comprar roupa de frio aqui. Geralmente são muito mais baratas que no Brasil e mais apropriadas para o frio daqui. Pois o frio do Brasil nem se compara.
Quando as estações estão mudando é lindíssimo, adoro a primavera e o outono. Mas apesar de ser bonitas, geralmente vem acompanhadas com alergias e resfriados. Tome bastante vitaminas, e no casa das alergias (principalmente na primavera) o segredo é sempre trocar de roupa quando chegar em casa e tomar um banho para tirar o polem do corpo. Além disso rezar para que a estação passe logo.
Durante o verão tudo é mais fácil. E para quem cresceu em Fortaleza, um calor de 32C não é nada. Mas não esqueçam que aqui é bem mais humido então você fica com aquela sensação de grudando o dia todo. Tem que beber muito líquido e comer coisas leves. Mas o melhor é que a alegria toma conta das pessoas. Todos vão para as ruas, parques, nos rios e piscinas. Amanhece às 6 horas da manhã e o pôr-do-sol acontece quase 10 horas da noite. Uma maravilha. Usam-se saias, bermudas, chinelas… AMO!
Relacionamentos
Lembre-se que você não está mais no Brasil, essa não é a sua lingua, muito menos a sua cultura. Portanto as pessoas são bem diferentes. Muitas vezes os americanos são muito estranhos e individualistas e, apesar de educados, não são como os brasileiros. Ser educado aqui não significa ser simpático ou amigável. Quando cheguei, não conhecia ninguém, mas estava aberta a novas amizades. Não escolhi amizades, não julguei ninguém e o retorno apareceu. Conheci pessoas do mundo todo e, americanos (claro!). Uns me aproximei mais que outros, mas leva um bom tempo! Primeiro são colegas depois amigos e assim, terminam convidando pra fazer alguma coisa e os laços vão se estreitando. E isso é importante!
Lugar pra morar
Uma coisa é certa: O aluguel nas grandes capitais americanas é muito caro. Alugar um flat pequeno pode passar da faixa dos $1000. A dica é saber o propósito. Se o objetivo é ficar pouco tempo não importa se o lugar é pequeno, mas se pretende morar por um tempo maior, vale à pena investir em algo mais confortável e aos poucos ir mobiliando. Também há opções para dividir apartamentos com outros estudantes. Quanto mais perto do centro, mais caro o aluguel fica. Acho que dividir o apartamente é uma boa opção quando você é novo no local, por que você passa a ter “rommates”, além de dividir os custos, você melhora o indioma e pode fazer novas amizades. Um site legal para buscar apartamentos ou quartos para dividir é o Craigslist.
O dia a dia
Leva um bom tempo até entender o dia a dia do lugar onde você está. Aqui, os costumes muitas vezes, dependem das estações. Durante o verão os americanos vestem pouquíssima roupa, chinelas com tudo (inclusive para trabalhar) e frequentam muitas piscinas públicas. Já durante o inverno vão esquiar bastante, saem pouco de casa ou fazem muitas festas em casa. Com o tempo você vai se acostumando, sempre com muita paciência e nada de julgamentos, pois você está no país deles e terá que se adaptar.
Comida
Desde pequena minha mãe me ensinou a comer de tudo e não deixar comida no prato e isso tem me ajudado muito nessa minha experiência internacional. Como moro numa cidade internacional/ metropolitana, encontro todo tipo de comida e restaurante, mas evito comer comida brasileira. Bem, gosto de experimentar coisas novas e quando vou comer for a de casa procuro tentar uma coisa que nunca comi antes e geralmente tenho surpresas positivas. Mas comer fora nem sempre é barato (mas aqui um prato individual num restaurante é mais barato que no Brasil), comer fast food é barato mas não é legal para a saúde. No supermercado você tem tudo e os preços são bem em conta, mas não se assuste com o tamanho das porções, tudo aqui é G ou GG. Cozinhe suas refeições, mesmo se você nunca cozinhou na vida enquanto estava no Brasil. Pegue receitas na internet, dicas de livros e quem sabe você aprende um novo hobbie.
Etc..
Não encare as pessoas na rua, ninguém gosta disso.
Não fique batendo papo com crianças desacompanhadas, os americanos tem uma neura com pedófilos e é melhor não arriscar.
Geralmente para serviçõs você paga gorjeta (que eles chamam de tips) e a media é 15 a 20%. Você paga tips no restaurante, no taxi, no salão de beleza, no bar …
Transporte
Bem eu moro em DC e o transporte público aqui é excelente. Não tenho carro e vou para todo canto de metrô, ônibus ou bicicleta. Mas não se engane algumas cidades americanas são completamente isoladas e você pode/ ou não precisar de um carro. O ideal é dá uma pesquisada antes sobre o lugar.
Lembre-se: viver for a em outro país é uma experiência única que vai fazer você amadurecer e aprender novas coisas.
imagens: weheartit
