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Sou Emanuella Maria (Manu), uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 7 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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27.10.2011

Enumeras vezes recebi emails de pessoas me perguntando sobre a minha vida, como vim parar nos Estados Unidos, como as coisas aconteceram, come é isso ou aquilo. Sempre tento responder os emails da melhor forma possível, mas não quero passar uma impressão de que se vocês seguirem os meus passos as coisas vão acontecer do mesmo jeito. Na verdade, não existe uma fórmula de bolo pronta, a gente constrói o nosso destino. Mas mesmo assim, resolvi escrever esse post pra dividir um pouco da minha história com vocês.

Primeiro pra entender como eu cheguei nos Estados Unidos, tem que voltar alguns anos na minha vida, ainda em 2005 quando eu morava no Brasil. Trabalhava  como assistente de comunicação no Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, dividia uma casa com o Daniel Peixoto (google ele ai), estava terminando minha faculdade de jornalismo e namorava um alemão que estava fazendo residência médica em Fortaleza. Tudo estava bem, lindo e perfeito. Até que a residência do meu namorado acabou e ele teve que voltar pra Alemanha. Com isso minha estabilidade emocional se foi e dois meses depois, tranquei faculdade, larguei o trabalho, cancelei o contrato com meu “roommate” e embarquei em direção a Berlin.  Essa viagem e tudo que aconteceu depois, foi meio por impulso, nada foi planejado.

Morar em Berlin foi incrível, a viagem que era pra durar 45 dias, durou meses, estações. Logo consegui um estágio numa ONG em Berlin, arrumei um trabalho de meio período num albergue fazendo café da manha, e nos finais de semana trabalhava num restaurante brasileiro fazendo caipirinha e caipiroska. Além disso tinha minha bike , sempre sobrava um tempinho pra viajar e estava do lado do meu love. Tava assim, meio que vivendo um sonho, mas logo eu tive que acordar. Um dia minha mãe me ligou e falou que minha madrinha (que foi minha segunda mãe e morou com minha família) faleceu de câncer no pâncreas e no meio dessa noticia horrível ela me perguntou “quando você vai acordar e voltar pra sua realidade? Não vai terminar seu curso de jornalismo que você abandonou faltando seis meses pra você terminar?”

Bem esse puxão de orelha me levou de volta para a realidade e dias depois desci em Fortaleza, com os olhos cheio de lágrimas, uma mala repleta de roupas de frio e no coração, aquela sensação horrível que Fortaleza não era mais meu lugar. E foi assim.  Entrei em deprê total, principalmente porque tive que voltar a morar com minha mãe depois de anos morando sozinha, e todos meus amigos comentaram que eu estava diferente e mudada. Sim, é verdade, a viagem me mudou.  Mas estabeleci uma meta de um ano, pra terminar meu curso de jornalismo e juntar uma grana para poder voltar pra Alemanha. Queria entrar num mestrado em Berlin e ficar com meu amor.

E fui vivendo assim com esses planos e as coisas foram dando certo. Arrumei logo um bom trabalho como RP, terminei meu curso de jornalismo, fazia uns bicos aqui e acolá pra juntar mais dinheiro e estava com tudo planejado pra regressar pra Alemanha em janeiro de 2007. Mas nem tudo é um mar de rosas e nesse meio tempo meu namoro acabou e o baque do final do relacionamento me deixou arrasada. Quem já sofreu de amor, sabe do que eu estou falando.  Eu estava em depressão profunda e uma amiga que morava nos Estados Unidos me fez a proposta de ir visitá-la e passar uns tempos nos states pra definir meus próximos passos. E foi assim, sem pensar muito, sem planejar muito que eu me larguei. Foi meio como um salto de para-quedas, você se joga e seja o que deus quiser.  Eu tirei o visto de estudante, tinha o dinheiro que estava juntando pra ir pra Alemanha, tinha um coração partido e estava insatisfeita com Fortaleza. Juntei tudo, fiz um sarapatel e em 11 de janeiro de 2007 eu cheguei nos Estados Unidos.

Com o visto de estudante tinha que estudar para manter meu status e então me matriculei numa escola de inglês e todos os dias tinha aula de inglês de 17:30h as 21:30h da noite. Então me sobrava o dia livre. No inicio foi só festa, até meu dinheiro acabar e as contas apertando. Fiz vários free-lancers como jornalista pro Brasil, ganhava por matéria publicada. Tambem fiz a edição de uma revista brasileira que foi publicada nos Estados Unidos, mas esses bicos não pagavam todas minhas contas que eram muitas aqui. Só de escola eu pagava $580 por mês, mais aluguel, comida, transporte, telefone, festas, compras, viagens. Eu queria manter o mesmo padrão de vida que eu tinha no Brasil. Uma vez eu li um texto da Clarice Lispector que dizia “ a vida é uma única viagem, portanto faca dela prazerosa”. Serio gente, eu não ia sair do conforto da minha casa, da minha estabilidade pra morar nos Estados Unidos, sem sair, sem viajar, sem meus amigos, sem aproveitar a vida. De jeito nenhum, melhor ficar no Brasil, por que eu não vim pra ca com o objetivo de fazer dinheiro ou coisas do tipo. Eu vim pra ca pra me encontrar.

Pra completar o salario eu ralei num restaurante brasileiro em DC como atendente. O dinheiro era muito bom, mas o fato de trabalhar sábado, domingo e feriado, não é pra mim. Três meses depois pedi as contas e comecei a trabalhar de babá para uma família rica. Quando eu liguei pra minha mãe e disse que ia trabalhar de baba, ela disse que eu estava louca, mandando eu voltar pra Fortaleza “Você nem sabe segurar uma criança, quem é louca que vai te dar os filhos pra cuidar?”   Bem foi incrível essa experiência, eu passava o dia com uma criança e minha função era divertir ela. A gente passava o dia pintando, lendo, indo ao parque, passeando nos museus, visitando o zoológico, tomando sorvete e etc. A família me dava maior liberdade, e com essa experiência aprendi a conhecer um outro lado de um amor que eu não conhecia. O amor puro e incondicional das crianças.

Terminei o curso de inglês, fiz o Toefl  e apliquei pro mestrado.  No inicio continuava trabalhando de babá e estudava meio período. No segundo semestre do mestrado, pedi as contas e arrumei um estagio na universidade. No final do mestrado arrumei um estagio numa organização internacional, que depois virou um contrato. Esse ano, terminei meu mestrado numa das 10 melhores universidades americanas e o mestrado me abriu várias portas. Desde o inicio de outubro de 2011 comecei um novo contrato em outra organização internacional na área de relações internacionais e comunicaçoes,

É isso gente, eu disse pra sentar, pois a historia era longa. Hahahaha E pra quem leu ate aqui, a única dica que eu dou é: Se você não esta feliz com algo na sua vida, dê uma chance para as mudanças, você pode se surpreender .  E se tiver mais um tempinho leia esse texto da Edson Marques que é super inspirador.


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23.10.2011

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No ano de 2005, tive a oportunidade de morar alguns meses em Berlin, na Alemanha. Nessa viagem, conheci um universo paralelo, onde é possível pronunciar palavras com 36 letras (donaudampfschiffgesellschaftskapitän) e onde um indivíduo pode criar uma nova palavra a partir da junção de outras já existentes, podendo até formar sons incompreensíveis. Um lugar onde o sol se põe às 21:30h no verão, às 15:30h no inverno e onde um metrô pode parar ao seu lado na estação às 09:47h em ponto; sem nenhum atraso. Descobri um país cheio de charme, peculiaridades, imagens monumentais e com um ar especial que começa na percepção de que o antigo e o moderno se encontram sem atritos.

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Marlene Dietrich, cantora e atriz alemã, que fez sucesso nos Estados Unidos e virou ícone no cinema, já cantava em tom de sedução: “Ich hab’ noch einen Koffer in Berlin / daswegen fahr’ ich nächstens wieder hin”. Algo como: ainda tenho uma mala em Berlin, por isso, para lá viajarei novamente em breve. Também tinha essa sensação permanente que iria voltar lá em breve, nesse lugar que fui acolhida de uma forma tão amigável, que encheu a minha bagagem de experiências e mudou a minha forma de ver a vida.  Pra quem não sabe Berlin foi o motivo que me fez mudar de vida, deixar minha família e amigos no Brasil, sair de um trabalho estável e escolher “arriscar” a vida no exterior.

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Viver em Berlin, foi uma experiência tão incrível que quando regressei percebi que Fortaleza, e mesmo o Brasil já estava pequeno demais pra mim. Queria viver outras experiências, ter outras oportunidades que sabia que não ia encontrar em minha terra natal. E não me arrependo nenhum minuto de ter mudado de vez pro exterior há quatro anos atrás.

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Esse mês de setembro visitei Berlin mais uma vez. Visitar Berlin depois de tanto tempo, me trouxe mais uma vez essa sensação de nostalgia e felicidade tão grande, e o que pareceu velho e cinza ao primeiro olhar, hoje ganhou cores e novas dimensões.    Eu espero que um dia vocês encontrem a Berlin de vocês também. Uma Berlin cidade, uma berlin pessoa, uma berlin amor, uma berlin livro, ou uma berlin experiência, que seja tão intensa e especial que façam vocês repensarem a vida e querer mudar a realidade.

Amor para todos!!


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05.07.2011

Morar fora do país, ter uma experiência internacional, conhecer uma cultura diferente e aprender da forma mais eficaz uma segunda lingua é o sonho de muita gente. Hoje em dia a forma mais barata de fazer um intercâmbio no exterior é viajando como Au Pair.

O que é Au Pair?

Au pair é um programa de intercâmbio cultural remunerado que existe em vários países da Europa e nos Estados Unidos. O au pair é encarregado de tomar conta das crianças da família e por vezes de algumas tarefas simples de casa, como fazer lanche das crianças, guardar os brinquedos, ir deixar e buscar na escola ou na parada do ônibus. O trabalho dura uma média de 30 a 45 horas semanais. Enquanto que a família oferece moradia, alimentação, uma “mesada” semanal que varia de acordo com o país, plano de saúde, curso de idiomas, telefone, acesso a internet e muitas vezes também disponibilizam um carro para a au pair.

Esta forma de conhecer uma nova cultura, aprender um idioma e também juntar dinheiro requer, entretanto, algo que não é para qualquer um: gostar e saber cuidar de crianças. Existem famílias que aceitam au pair masculino, no entanto, as famílias tendem a dar preferência à meninas.

Pré Requesitos:

Gostar de criança; Ser paciente; Ser responsável; Ter consciência que ser au pair é trabalho, não só diversão; Ser flexível e ter a cabeça aberta para lidar com o dia a dia numa cultura diferente. Algumas família preferem que a au pair tenha carteira de motorista e que tenha alguma experiência com crianças. O programa é voltado para jovens, geralmente de 18 à 29, mas cada país tem sua exigência quanto a idade (por exemplo nos EUA é de 18 a 26 anos).

Os custos:

Existem várias agências no Brasil que fazem o intermédio entre a au pair e a família e os preços variam bastante, por isso tem que pesquisar bem. Mas o investimento inicial é uma média de $550 a $1200 e nesse valor já  está incluído a sua passagem de avião (que geralmente a família paga, apoio da agência durante todo o seu período como au pair no exterior) e todos os outros benefícios – mesada semanal, moradia, alimentação, escola, plano de saúde).

Primeiro passo para ser au pair

Pagar uma agência particular no seu país que te coloque em contato com uma família no país de seu interesse. Eles que encontrarão famílias que encaixem no seu perfil e que te colocarão em contato com eles. A sua parte é conversar com a família e escolher a que você mais gosta. Esse processo pode demorar de 2 a 4-5 meses, até encontrar a família ideal.

Ou ir por conta própria procurando famílias em sites gratuitos (ou não) de buscas por famílias (Para ir por conta própria primeiro cadastre-se em agências online que te permita procurar por famílias e criar um perfil para que famílias entrem em contato com você). Depois que você encontrar a família ideal, entre em contato com o consulado do país onde você pretende ser au pair e dê início ao processo burocrático do pedido de visto. Quando você vai por agência, eles se encarregam pela burocracia e te dão apoio durante toda a estadia no estrangeiro.

Dicas importantes

* Troque bastante emails e telefonemas com as famílias, faça perguntas sobre suas tarefas e direitos na casa pra não ter nenhuma surpresa desagradável depois que chegar lá.

* Faça questão que todas as suas tarefas estejam muito bem descritas no contrato, se você tem ferias pagas, feriados, se irá trabalhar nos finais de semana.

* Faça perguntas sobre o rítmo da casa, costumes, atividades, se eles costumam viajar e etc, para você ter uma idéia de qual estilo de vida eles levam e se tem a ver com você.

*Não escolha a primeira família que aparecer. Tem muitas meninas que ficam com medo de não conseguir uma família e na ansiedade acabam pegando a primeira. Lembre-se que você vai passar um ano morando com essa família, você tem que sentir uma sintonia agradável e se sentir a vontade com eles.

*Dê preferência as crianças maiores (geralmente  crianças que estão aprendendo a falar não se importam que seu ingles não é perfeito e  até lhe corrigem na hora de falar – ajudando a aprender a lingua mais fácil). Além disso, eles já são mais independetes, falam o que querem comer, vão para a escola e não precisam de você toda hora (ou seja, mais tempo livre). Geralmente família com recém nascidos precisam da au pair por mais tempo.

*Antes de escolher a família, procure a localização da casa no google maps e leia sobre a cidade/região/local que vai morar. Algumas meninas tem sorte e vão morar numa cidade metropolitana com acesso a tudo, mas outras vão morar no meio do nada, onde  a coisa mais próxima fica há 40 min de carro e isso as vezes atrapalha na adaptação. Os EUA não é como o Brasil onde o transporte publico é acessível na maioria dos lugares. Ônibus, assim como trem ou metrô, existem apenas em cidades maiores (downtown). Morar em grandes cidades é extremamente caro, portanto a maioria das familias se encontrarão nos suburbios, onde eles poderão comprar aquelas casas enormes que vemos na TV, com 3-5 criancas correndo para lá e para cá. Diante disso, é de extrema importância que a familia deixe que você utilize o carro deles para seu uso pessoal (escola, compras, baladas, etc). Entao seja franca e questione se voce podera usar o carro. Para as meninas que não dirigem, procurem uma familia que more perto de downtown ou  que dê para ir a pé para parada do ônibus, se certifiquem disso antes de aceitar a familia.

* Procurem uma familia que se adapte mais facilmente ao seu nível de ingles. Se seu ingles eh basico ou quase nada, sugiro que cuide bebes 0-3 anos, se seu ingles eh um pouco melhor 4-10. Para cuidar de adolescentes (dirigir para lá e para cá) sugiro meninas que tenham um inglês melhor para atender as expectativas e necessidades deles. Pois adolescente fala muita gíria, fala rápido e não tem paciencia. Se você achar uma família no seu perfil de inglês a adptação é mais facil pois você e a família não se frustrarão em termos de comunicação.

Mais?? – Eu fiz um vídeo com outras dicas sobre o programa de Au Pair.

Links – Agências Particulares:

EurAuPair – http://www.euraupair.com/brazil.html (em português)

Cultural Care  – http://www.culturalcare.com.br/ (em português)

Experimento – http://www.experimento.org.br/ (em português)

SIS Intercâmbio – www.sis-intercambio.com.br/ (em português)

Sites independentes:

Great Au Pair http://www.greataupair.com/  (em ingles)

Au Pair World  http://www.aupair-world.net/ (em ingles)

 


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10.06.2011

Já contei aqui que fiquei perdidamente apaixonada por Portlanda e estou pensando seriamente em arrumar as malas e mudar pra lá? Tudo tão verdinho e lindo, o clima no verão é tão agradável, tipo em torno de 26C e ás vezes até batia um ventinho frio e dava pra colocar um cardigan por cima da roupa e estava tudo bem.

No sábado do final de semana que eu estava por lá, fez um sol lindo e fui visitar uma mercado de coisas vintages. Resolvi usar meu vestido favorito pra curtir uma manhã deliciosa.

Vestido com estampa de pássaros: H&M
Bolsa: Natasha by Marc Jacobs
Cinto: Forever 21
Sapatilha: Presente da minha mãe – veio direto do Brasil


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04.06.2011

Além do final de semana super divertido com direito a shows, cassinos, festas, passeios, também fui para um casamento de uma amiga brasileira em Las Vegas. Não sabia muito o que esperar, até porque quando penso em casamento em Vegas, me vem logo a imagem da Britney Spears que casou em Vegas em 2004, depois de uma noite de bebedeiras, de jeans e barriga de fora e o casamento só durou 55 horas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Lembram???

Bem, mas o casamento que eu fui em Las Vegas, foi bem real, foi lindo e aconteceu na capela do hotel Excalibur, com direito a vestido de noiva, buquet, bridesmaides e recepção linda. Vejam as fotos!


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