Sou Emanuella Maria (Manu), uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 7 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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04.01.2013

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É incrível como pequenas mudanças nos nossos hábitos tem um impacto enorme na nossa vida.  Segundo a autora Gretchen Rubin, que escreveu o best-seller “O Projeto Felicidade”, explica que fazer a cama é a “mudança de hábito número um, mais impactante na vida das pessoas”. Também o autor Charles Duhigg,  que escreveu o livro “The Power of Habit”, diz que fazer a cama todas as manhãs está correlacionada com a melhora na produtividade e aumenta a felicidade. Mas como é que pode, que um ato tão pequeno, que leva menos  de três minutos, realmente fazer muita diferença na nossa vida?

Aparentemente, arrumando a cama (além de outros pequenos hábitos, como fazer exercício, ou cozinhar sua própria comida) é algo chamado hábito chave. Ou seja, são aquelas rotinas que, se você consegue fazer no seu dia-a-dia você consegue espalhar e criar novos hábitos. De acordo com Duhigg, mudando ou cultivando hábitos chave “ajuda outros hábitos a florescer através da criação de novas estruturas, e estabelecimento de culturas onde a mudança se torna algo contagioso.” Um hábito chave é como um catalisador para outros bons hábitos.

Eu particularmente, quando estava crescendo não gostava de fazer a cama. Acho que é culpa um pouco da minha mãe, que estava sempre ali disposta a organizar a bagunça do meu quarto. Mas depois que fui morar sozinha, comecei a fazer vez por outra. Mas geralmente ficava aquela bagunça na semana e sempre encontrava uma desculpa pra não fazer e ai o quarto virava aquela zona. Parece que a cama desarrumada, levava a jogar as roupas pros lados, a deixar o closet aberto, a jogar a bolsa por ali, um sapato por acola e quando eu chegava no final do dia do trabalho ficava com mal humor porque o quarto estava um caos.

Então depois de ler esses dois livros resolvi tentar estabelecer a meta de arrumar minha cama todos os dias. Percebi que fazer a cama, me inspira a deixar outras coisas organizadas no quarto, a colocar os sapatos na sapateira, a bolsa no closet, as roupas nas gavetas ou no saco de roupa suja. Que me inspira a lavar a roupa suja e não deixar nada acumulado, que me inspira  a organizar a sala e dar um grau na cozinha e também a abrir todas as cortinas e janelas e deixar a luz do sol entrar. Que me inspira em comprar flores, e cozinhar algo gostoso e a ouvir musica que eu gosto e dançar pela casa e a tomar uma taça de vinho, que me inspira a convidar alguém pra vir comer comigo ou a sair e fazer algo. É meio que um ciclo de bom humor. E estou fazendo tudo isso com um sorriso no rosto.

Karen Miller, autora do livro  de ” Hand Wash Cold” , explica que: “o estado de sua cama é o estado de sua cabeça.” E hoje em dia eu concordo, me sinto mais oraganizada e dona da situação.

Eu não tenho certeza qual a conexão exata de arrumar a cama com a felicidade, mas arrumar a cama me faz sentir mais em cima das coisas e mais organizada, o que provavelmente segue para as outras partes da minha vida. Eu acho que o ritual de arrumar a cama lhe dá aquela sensação de que, se você pode parar e fizer uma coisa pequena, que pode parecer entediante, você pode tomar todo o tempo do mundo para fazer outras tarefas que você está inclinado a adiar.  Além disso, você percebe que não é tão ruim assim e que nem leva muito tempo.

E depois de um dia estressante, nada me faz mais feliz do que cair em cima de uma cama bem feita, limpinha e confortável. É quase como aquela sensação quando você deita na cama, quando viaja de férias! <3

 


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