E finalmente compartilho algumas fotos das minhas férias com vocês. Um pouco da minha Fortaleza bela.
Nessa última viagem percebi que Fortaleza é cidade para dormir separada, mas para andar sempre de mãos dadas. Foi uma viagem linda. Muito bom rever a família, os amigos, fazer encontrinho do blog, comer as gostosuras que só o Ceará tem, foi amor por todos os lados. Engraçado que os anos passam, mas Fortaleza não muda.
Fortaleza com suas peculiaridades, suas chuvas repentinas, seu calor desumano, povo simpático e a briza boa ao anoitecer… Fortaleza bela, com suas ruas esburacadas e seus transeuntes descolados, guarda-chuva a postos, havaianas no banco de trás do carro e praias maravilhosas. A cidade sempre fazendo seu charme…
Mas tive que me despedir e voltar pra casa. É tão estranho como essa conotação de casa muda com o passar do tempo. O que um dia foi meu lar, hoje só resta as lembranças a saudade. <3


Não é a toa que Bob Marley escreveu tantas músicas lindas e suas canções ficaram eternizadas, como nativo da Jamaica ele só podia viver inspirado o tempo todo. Pude comprovar isso pessoalmente, pois cheguei recentemente da Jamaica e mesmo tendo crescido e me criado na beira da praia, nunca vi lugar mais lindo na minha vida. Sei que nesse momento muita gente revirou os olhos, mas os meus conterrâneos cearenses que me perdoem, a Jamaica é linda, excitante, colorida, alegre, indescritível e nem acho que seja ousádia dizer que é o próprio paraíso.
No avião já fiquei boquiaberta quando sobrevoei a ilha, a areia é branquinha, a água morna e azul transparente. É o lugar ideal pra você deitar, relaxar, tomar um daiquiri e escutar um reggae sem pensar em mais nada.

Para quem não sabe, a Jamaica faz parte do Caribe e a maioria dos habitantes são negros. A ilha foi descoberta por Cristóvão Colombo em 1494 e ocupada inicialmente pelos espanhóis, mas logo depois foi conquistada pelos ingleses. A lingua oficial de lá é o inglês, mas os jamaicanos tem um jeito especialíssimo na utilização da língua de Shakespeare, o resultado é o chamado patois (diz patoá) uma mistura de espanhol, inglês e um dialeto africano que é ininteligível. Eles dizem “de”, em vez de “the”, ou “broder”, em vez de “brother” por aí vai.
Quando estive na Jamaica tive a possibilida de ficar num hotel em Montego Bay, um all-included resort, que tinha uma praia privativa e toda a comida e free alcool que eu pude digerir e beber nesses três dias. Depois, segui viagem para Negril e lá fiquei hospedado num maravilhoso hotel chamado Rock House. O hotel fica localizado nas rochas e não existe palavras para descrevê-lo e os lindos pôr-do-sol que eu vi lá.

Outra coisa que não posso deixar de comentar é em relação a erva, porque é incrível o assédio das pessoas. Quando saí do aeroporto o taxista já foi oferecendo, quando andava nas ruas as pessoas me perguntavam na cara-dura, mas o melhor ainda estava por vim. Fui com meu namorado comprar uma água de coco e demos uma cédula de $20. O cara entregou para nós dois cocos, um saco cheio de laranjas e dois pacotinhos de erva de trôco. E eu passada!!
Mas em geral a atitude jamaicana é super amigável e claro o Bob Marley, as regras do reggae e os rastafaris promovem fumar a erva, principalmente com espiritual efeitos. Mas para melhor entender o estilo Jamaicano, um nativo me contou uma história de um pescador que um dia foi visitado por um estranho. O estranho disse que ele podia ajudar o pescador expandir o negócio e quem em 5 anos ele podia ter 10 barcos e em 10 anos ele podia vender esse negócio e se aposentar. Ele não precisaria trabalhar muito para construir seu negócio. E o pescador respondeu “Porque eu deveria fazer isso, mon? Eu pesco quando eu quero, eu fico por aqui todo o dia, fumo minha erva, olho o pôr-do-sol e brinco com meus amigos. Eu já me sinto aposentado”.
E claro, a viagem foi inesquecível, uma pré lua-de-mel com meu namorado e também foi onde ele me pediu em casamento.



