Sou Emanuella Maria (Manu), uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 7 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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23.03.2014

Cabelo cacheado Quando somos adolescentes ou chegamos aos vinte anos são os seus melhores anos para experimentar e brincar com o nosso estilo pessoal. Nós estamos nos descobrindo, sendo influenciados por outras pessoas, por estilos, pela música, pela novela, o que pode significar que suas roupas, sua maquiagem e até seu penteado pode mudar do dia pra noite. Eu particularmente, já passei por diferentes mudanças de estilo pessoal, mas acho o que se destaca mais foi quando eu aceitei o meu cabelo natural.

Quando eu era pequena tive corte Joãozinho e parecia um menino e depois meu cabelo cresceu e com ele vinheram os alisamentos, os relaxamentos  e foi assim até meus 24 anos. Sempre usei química no cabelo pra ajudar a “baixar o volume”, “diminuir a juba”, “pra ficar menos rebelde”.  Até que um dia, uma amiga de fora, me perguntou porque eu não deixava meus cabelos naturais: “Tenho certeza que por trás do seu alisamento tem cachinhos muito bonitos”. E pensei nisso, mas eu não conseguia me imaginar com cachinhos, até porque sempre tive cabelos “ondulados”.

Então eu lembrei que quando tinha uns 10 anos, uma das minhas coleguinhas  de classe tinha o cabelo loiro bem cachiadinho. Aqueles cachinhos bem fininhos, e milhares deles. Era quase um afro loiro e ela era linda. E pensei, quero ter cachinhos assim também.

cabelo-amor

O único arrependimento que eu tenho de ser natural é que eu não fiz isso antes.

Foi uma decisão radical, principalmente porque desde que me entendo por gente vi minha mãe alisando os cabelos e fazendo escova. E todo mundo fazia relaxamento, era normal. Além disso o pior de quem relaxa ou alisa, é ver a raiz crescendo. Foram tempos difíceis (drama!!) Usava faixas pra disfarçar as raizas, teve uma época que tava tão estragado as pontos e sem forma que cortei curto. Não Joãozinho como quando eu era pequena (não tive coragem), mas curto pertinho da orelha. Além disso era hidratação constante. Muita máscara, óleo de coco e muito amor.  Tive que abraçar minha auto-estima também, porque ouvia diariamente que meu cabelo estava horrível.

Até o momento eu não tinha a aprovação de todos ao meu redor, mas eu já tinha percebido isso não é realmente importante.

Eu não preciso da aprovação de ninguém pra ser feliz. Eu só preciso me aceitar e me amar.

Eu tinha feito o que eu queria fazer, eu tinha conseguido o olhar que eu queria. Eu estava orgulhosa de mim mesma e não importa se alguém não estava apaixonada por meu cabelo na fase de transição.

Hoje já passaram 10 anos que abracei meus cachos e amo ser natural. E nesse tempo eu percebi que de alguma forma, eu consegui passar os meus medos internos, e o medo dos outros não aceitarem as minhas escolhas para perseguir o que eu queria. Sei que ser natural não é para todas, mas eu estou feliz pois eu resolvi experimentar por mim mesma. No final, aceitar meu cabelo natural era muito mais do que tentar um novo look – era aceitar como eu sou, minha identidade.

E você já foi natural, com o seu cabelo? Passou por alguma transição? Como foi? Consegue se relacionar com a  minha história?


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