wal mart viagra price

Sou Emanuella Maria (Manu), uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 7 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

Buscar no blog















18.10.2014

AME A VOCE MESMO AV copy

Ontem tive uma noite de cão. Não quero entrar em detalhes porque não gosto de alimentar os sentimentos negativos, mas ontem estava muito triste. Aqueles problemas que só adulto tem e muitas vezes não faz sentido pra ninguém só para você.

Fui dormir as 2:00h da manhã porque estava extremamente cansada de chorar. E acordei ás 10:00h da manhã com a cara inchada e amassada da noite mal dormida. Minha vontade era passar o dia de pijama, me afundar no sofá e comer uma pizza gigante. Por alguns minutos meu sábado estava perdido. Até que entrei no Facebook e vi a seguinte frase:

Amar é viver. Viver no amor com você mesmo.

E isso me fez refletir nas minhas escolhas. Naquele momento eu tinha duas escolhas. (i) Me afundar na tristeza e na solidão. (ii) Abraçar meu dia, me amar e viver o momento que ainda estava por vir.

Resolvi escolher a opção ii.

Antes de mais nada resolvi fazer uma meditação. Acho que todo mundo tem que ter um canto especial que gosta de ficar sozinha. Um lugar  onde você pode fechar os seus olhos e consegue refletir, e chorar, e meditar, e rezar. Pois é, fui no meu cantinho, fechei meus olhos e esperei que o sentimento bom invadisse meu coração. Não foi fácil, porque estava triste, e muitas vezes o sentimento negativo embassa todos os outros. Mas fiquei lá firme e forte, esperando. Passaram alguns minutos, não lembro ao certo, mas fiquei lá até a minha mente se alcamar e comecei a ser inundada por uma paz e um amor incondicional por mim mesma. Lembrei o quanto sou especial e todas as coisas positivas que tenho na minha vida.

Daí todo o meu dia mudou. Tomei um banho de banheira, fui ao Yoga, almocei no meu restaurante favorito, comprei uma flores pra colocar no meu quarto e agora, assim que terminar esse post, vou para um show da Courtney Barnnet com uma amiga.

Quero esclarecer uma coisa. Para amar a si mesmo, para homenagear você, como você faria com qualquer outra pessoa que ama, tem que ter auto-respeito e paciência, mesmo nos momento mais difíceis. Para se apaixonar por “você” não tem nada haver com a promoção do ego, vaidade ou arrogância.

Amar a si mesmo requer a apreciação da mente, corpo e espírito.

E a frase mais clichê é verdadeira de todas: “ame a si mesmo, em seguida, os outros vão te amar”.  Ame sua mente, as suas notáveis ​​realizações e os fracassos que o ajudam a crescer. Ame seu corpo, a beleza e as falhas que te faz assim. Ame sua alma, a felicidade entusiasmada e a liberação esplêndida de tristeza.

Abrace sua mente, corpo e alma dentro de dois braços. Dance quando você sentir vontade de dançar. Chore quando você sentir vontade de chorar. Expresse o amor que você sente dentro de si para ajudar o amor-próprio dos outros prevalecer – e, embora possa ser a viagem mais aterrorizante, aceitar-se como você é, na sua totalidade, vai fazer os outros te amar, em todas as suas diferenças, em todos suas formas e tamanhos… vai ser tão natural quanto respirar.

Sim. Compra-se flores. Abrace-se mentalmente em um abraço. Ria nos momentos que mais precise de outro. Viaje de férias sozinha, nem que seja uma viagem de um dia. Saia para dançar. Sente em um café durante todo o dia e escreva seus pensamentos, suas ideias, seus sonhos e planos.

E hoje eu lembrei mais uma vez que o amor próprio é a completa aceitação de si mesmo. Para saber quem você é, de onde você veio, e todos os lugares que você ainda tem que ir… O amor é o primeiro passo.


Compartilhe:

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Pinterest

5 Comentários




 
Veja também:








 

14.10.2014

Numa sociedade onde ser a melhor ou a perfeita é quase um requerimento, fica mais fácil se sentir insegura e ansiosa.  E quando você é uma pessoa insegura isso reflete negativamente em várias áreas da sua vida: com suas amizades, seus relacionamentos, sua autoestima e até mesmo no seu ambiente de trabalho.

Eu costumava passar uma enorme quantidade de tempo me preocupando com a opinião das outras pessoas. Se elas gostavam de mim. Ou o que as pessoas pensavam de mim. Ou o que elas achavam da roupa que eu estava usando. Ou se o meu cabelo era adequado.

E levei muito tempo para perceber duas coisas:

1- A maioria das pessoas não estão nem aí pra nós. (Eles estão muito preocupados com o que as outras pessoas pensam deles).

2- Dos poucos que estão nos observando, ou nos julgando, geralmente são pessoas que não nos rodeiam e que não fazem nenhuma diferença na nossa vida.

Faz sentido, certo?

Mas por que será que nos importamos tanto com o que as pessoas pensam?

Eu acho que, em termos simples, isso esta construído na nossa natureza humana. Somos criaturas sociais, por isso queremos ser sociáveis; e pensamos que, a fim de ser sociável, todo mundo tem que gostar de nós. Mas isso não é verdade.

Quem tem que gostar de você é você mesma.

O nosso pior inimigo é a nossa própria mente e quando repetimos a mesma coisa pra nos mesmos, acabamos acreditando nela. E depois as outras pessoas também acabam acreditando nisso. Os nossos pensamentos se tornam realidade.

Sei o quanto a insegurança e ansiedade afetam muita gente e por isso reuni no meu vídeo minhas dicas secretas para combater a insegurança.   Não deixe de assistir:

Mas resumindo , o melhor tratamento para insegurança é o autoconhecimento e auto estima.  Por isso lembre-se:

// Não foque na sua insegurança, mude o pensamento e faça algo que  gosta.

// Tenha um amuleto que te coloque pra cima

// Olhe-se no espelho. Pense em algo bom sobre você

// Uma pessoa confidente não é a pessoa mais popular da festa, ela é alguém que se sente bem com ela mesma e não precisa da admiração ou a aceitação dos outros.

// Não se compare com as outras pessoas e nem se coloque pra baixo.

//Se você tem um namorado/ marido, não seja insegura no relacionamento. Se ele está com você foi porque te escolheu.

// Lembre que no mundo tem milhões de pessoas igual a você passando pela mesma situação.

// Aceite o que você não pode mudar e seja feliz.

Espero que vocês gostaram do post. Não deixem de deixar a sua opnião sobre o assunto e como vocês lidam com a insegurança na sua vida. Além disso ajude me a compartilhar essa mensagem, divida o link com seus amigos.

 


Compartilhe:

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Pinterest

5 Comentários




 
Veja também:








 

20.06.2014

o dilema dos cabelos cacheados no brasilEsse post é mais um desabafo pessoal e tem haver com aceitação, formas de perceber a beleza e o preconceito que criamos em torno de cabelos.

Conversando recentemente com uma amiga, entramos numa discussão sobre preconceito com cabelos e auto aceitação e isso me fez lembrar um episodio significativo na minha vida.

Quando ainda morava no Brasil, trabalhei numa grande empresa do setor privado. Era uma companhia sólida e reconhecida, com um excelente plano de carreira. Além disso, foi um dos trabalhos mais bem pagos que tive no Brasil. Mas como nem tudo é um mar de rosas, eu tive uma chefe que pegava no meu pé e foi um dos motivos que me fez pedir para sair da empresa.  A empresa tinha um dress code, Business Professional e mesmo morando no calor do Ceará. Todos os homens tinham que usar terno e gravata e as mulheres também tinham que estarem impecáveis de terninho. Até ai tudo bem pois era regra da empresa, mas chegou a um ponto em que minha chefe começou a encucar com meu cabelo. Diferente das colegas de trabalho que tinham o cabelo liso, meu cabelo era natural encaracolado tipo 3B e isso não tem como disfarçar. Mas teve uma certa vez minha chefe disse que meu cabelo era uma distração e parecia desarrumado com o volume e sugeriu que eu fizesse chapinha pois ia ficar mais “arrumado”.

Cabelo natural é muitas vezes visto como pouco profissional e despenteado que é obviamente ridículo, porque as pessoas não podem mudar a forma que os cabelos crescem e suas raízes de origem.

Hoje quando paro pra pensar, chego mais e mais à conclusão que as desigualdades existem por causa da maneira como classificamos e hierarquizamos as pessoas na sociedade. Claro que a atitude da minha chefe estava errada. Mas eu não a julgo, pois na minha experiência, o cabelo crespo e enrolado é muitas vezes mal visto até mesmo por membros da nossa própria família. E por causa disso, muitas vezes ainda cedo os cabelos das crianças são tratados com químicas e penteados pra disfarçar o volume e a textura natural do cabelo. As crianças crescem sem nenhuma ideia do que fazer com seu próprio cabelo, pois infelizmente, elas não recebem muita ajuda dos recursos externos.

Viver em uma sociedade em que o cabelo liso é normal afeta a confiança das crianças e como as mulheres cacheados são vistas em geral. Quando uma adolescente encaracolada abre uma revista, quase todos os modelos em anúncios e artigos têm cabelos lisos. Ligue a televisão e você está quase garantida de encontrar meia dúzia de atores com cabelos lisos e vez ou outra perdida tem uma encaracolada fazendo principal. E já rola aquele bafafá, que não deveria existir, pois somos brasileiros e é só sair na rua pra ver quantos cabelos cacheados e crespos tem por aí. Essas revistas (e outros meios de comunicação) são destrutivas tanto para o cabelo como para a autoconfiança de um adolescente com cabelo encaracolado.

O pior é que maioria das mulheres poderosas com cabelos crespos ainda optam por escondê-lo. Na verdade, dentro da lista de senadores servindo atualmente – nenhum das mulheres tem o cabelo crespo ou encaracolado! Quando as crianças não veem as pessoas que se parecem com eles na mídia ou em posições de poder, isso afeta a sua confiança e as fazem sentir menos capazes.

Saí da empresa porque não me sentia aceita e estava cansada de viver por trás de regras absurdas e porque dinheiro nenhum podia pagar a minha essência. Eu podia ter levado a discussão mais adiante e processado a empresa, mas preferi não aumentar a bola de neve, ficar com minha confiança e dizer umas poucas e boas pra essa chefe ridícula que eu tinha. Claro que não baixei o barraco, mas eu falei o que pensava.

FRASE DALAI LAMA

O fato que permanece é que o privilégio do cabelo liso existe sim e a única maneira de combater isso é criar uma campanha de auto aceitação para que nós tenhamos uma discussão verdadeiramente aberta sobre isso. Temos que refinarmos o nosso olhar e abrir a mente para enxergar diferentes belezas nos diversos tipos de cabelo que encontramos por aí. Cabelo cacheado e crespo é lindo. Diz muito mais das nossas origens e da nossa identidade.

Hoje moro fora do Brasil, tenho orgulho do meu cabelo e confesso que sou varias vezes paradas na rua por pessoas que acham meu cabelo lindo, perguntando dicas, quais os produtos que uso, como faço para cuidar. Tenho um namorado que incentiva o  volume no cabelo e uma carreira que me permite usar meus cabelos enrolados do jeito que eu quiser. E hoje posso dizer com toda a minha experiência o quanto é ridículo aliar o modo com que uso meus cabelos com a minha competência profissional. Mas quantas pessoas não tem essa oportunidade? Quantos chefes usam o cabelo como uma desculpa para “branquiar” seus funcionários? Hoje dia sabemos que não é mais permitido selecionar funcionários pela aparência, mas o que isso quer dizer no final? Será que estamos atentos a malícia escondida por um simples conceito de beleza?

Mas infelizmente este problema do cabelo é muito maior do que alguns chefes racistas. Pois isso diz muito mais do Brasil, da nossa sociedade e de como somos influenciados.

E vocês o que pensam sobre esse assunto?


Compartilhe:

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Pinterest

10 Comentários

Categorias: cabelo | Tags:



 
Veja também:








 

04.06.2014

como auto aceitacao pode mudar a sua vidaEu sempre fui diferente. Eu costumava me sentir inadequada por isso, mas hoje em dia eu me sinto especial.

Em algumas áreas nós somos como todo mundo, mas em outras áreas somos diferentes. E quando somos ou fazemos algo que é contra a maré, pode ser considerado estranho e até disfuncional.

Eu costumava me sentir como uma pessoa anormal, porque eu não gostava de dançar quando cresci na cidade do forró e no país do samba. Vez ou outra me sentia como uma aberração quando dizia que não bebo café e não gosto de chocolate. Ficava insegura quando algumas pessoas me perguntam por que não alisava o cabelo pra baixar o volume. E durante anos, eu pensei que tinha algo errado comigo porque eu não me encaixava na cidade onde eu cresci.

Alguma vez você já se sentiu assim?

Por experiência própria posso confirmar que esse sentimento que há algo errado com você é o pior sentimento do mundo. A vergonha, a insegurança, as dúvidas constantes e a dor que vem junto com isso é horrível. Sentir-se como um estranho, porque não é igual a todo mundo, é um fardo quase impossível de levar.

Mas então algo mudou.

Para mim, a mudança aconteceu quando eu comecei a escrever. Quando me atrevi a ser completamente cem por cento assumidamente mim, eu experimentei ser aceita no exterior por algo que veio de interior. Eu aprendi que ser diferente não significa estar errado, que ser diferente é ser especial. E isso me ajudou a me aceitar e aceitar minhas diferenças.

Lutar contra quem você é não é fácil. É como tentar subir numa escada rolante quando ela está descendo. Por outro lado, abraçar o seu verdadeiro eu com todas as suas diferenças e singularidades é se auto descobrir, como o florescer de algo novo. Tudo fica melhor quando você abraça quem você é. Em vez de combater e nadar contra a corrente, você está em fluxo com quem você é.

Me aceitar, abriu novas possibilidades na vida, me ajudou a encontrar amigos com os mesmos interesses e me engrenou em nova carreira que estava conectada com meu desejo de escrever e me expôr nos textos, virei jornalista.  Aceitar a minha identidade, de onde eu vim, minhas raízes, me deu uma linda juba cacheado que tenho orgulho de ter e até já escrevi num post anterior, o que aprendi quando eu aceitei meu cabelo cacheado. O fato de não me encaixar na minha cidade natal, me deu uma sede de descoberta e vim me encontrar aqui há milhares de quilômetros.

Você não precisa ser igual a ninguém para ser feliz. Então vai algumas dicas que posso passar pra vocês desse processo de autoaceitação:

# Diminua suas expectativas de perfeição. A nota da felicidade está mais próxima de 7 do que de 10.

# Combata os pensamentos negativos e autodestrutivos. Em vez de olhar somente os erros e defeitos, mude o foco para os acertos e qualidades positivas.

# Reconheça seus limites. Se perceber que está infeliz com algo que pode mudar, então comece hoje. Se é algo que você não pode mudar, apenas aceite. Será um problema a menos em sua vida.

# Aprenda com os erros, em vez de se martirizar. Errar faz parte do processo de aprendizagem.

# Busque sempre coisas novas para fazer. Isso proporcionará a descoberta de novos talentos e fará com que se orgulhe de suas novas habilidades.

# Ajude outras pessoas, sempre que possível. Sentir-se útil faz muito bem à autoestima.

# Orgulhe-se de suas opiniões e ideias e não tenha medo de expressá-las, mesmo que nem todos concordem.

# Busque amigos. A maioria das pessoas está interessada em fazer novas amizades, tome a iniciativa e não espere que os outros venham até você.

# Sorria, seja gentil com os outros, peça apoio, fale sobre você, seja sincera. Isso ajudará a atrair as pessoas que realmente gostam de você.

# Seja confortável com quem você realmente é por dentro é o que conta. Uma vez que você aprenda a se aceitar, qualquer coisa em cima é apenas um molho.

 

E para você, o que te faz diferente, e por que você ama isso? Deixe um comentário abaixo!

Leia mais:

Dicas para amar a si mesmo

Amar a si mesmo – O primeiro mandamento pra ser feliz

 


Compartilhe:

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Pinterest

6 Comentários




 
Veja também:








 

04.11.2013

“Como seres humanos a nossa grandeza reside não tanto em ser capazes de refazer o mundo… mas em sermos capazes de nos refazermos a nós mesmos.”  ~ Gandhi

Quando eu penso no ano de 2002 me bate logo uma estranha sensação. A minha vida não estava legal, eu não estava feliz. Tinha terminado o curso de turismo que eu não gostava, trabalhava como agente de viagens por consequência, em depressão com o final de um longo relacionamento, sem muitos interesses e perspectivas. Foi um momento muito difícil na minha vida, eu me sentia miserável e me perguntava o que eu tinha feito para tudo está caminhando tão errado na minha vida.

Naquele momento eu estava deixando a vida me levar, e não tinha a menor idéia de como eu poderia endireitar o navio, por assim dizer.

Agora, 10 anos mais tarde, vivo um quadro completamente diferente. Eu trabalho com o que eu amo. Tenho namorado maravilhoso que me traz café da manhã na cama no final de semana.  Tenho tempo livre para ter alguns hobbies que eu gosto como escrever aqui no blog, aula de pintura, yoga. Tenho um teto sobre minha cabeça que sou grata, comida para comer, saúde, e o mais importante, eu estou feliz.

Eu não quero deixá-los com a impressão de que tudo mudou completamente do dia para noite. Isso não aconteceu. Minha vida não é um conto de fadas. Na verdade, o que realmente me ajudou e mudou tudo para mim foi que eu mudei a minha atitude.

Para lidar com o final do meu relacionamento, eu tive que aprender a aceitar que nem tudo dura para sempre e a me amar acima de qualquer coisa. Lentamente fui me curado, até que um dia eu percebi que eu estava aberta a amar de novo.

Resolvi não me acomodar e corri atrás daquilo que realmente queria e entrei novamente para a Universidade de Comunicação Social. Trabalhava o dia todo na agência de turismo, a noite ia para as aulas e no final de semana fazia estágio numa emissora de televisão. Foi assim, essa rotina louca por quase quatro anos, mas em vez de reclamar e achar que era demais. Eu aceitei a situação como um momento de mudança, e segui em frente, porque no fundo eu sabia que era isso que eu queria.

Parei de reclamar e achar que tudo ao meu redor estava errado. Na verdade, eu que estava errada. Aprendi a aceitar, a perdoar e a buscar. Vi que minhas inquietações tinha uma resposta, mas eu precisava buscá-las.

Não estava feliz com minha cidade natal, queria viver outras experiências, então me preparei e parti. Não foi fácil, enfrentei vários obstáculos e barreiras. Primeiro fui para a Alemanha, depois os Estados Unidos, mas deu certo e aqui estou eu.

O que causou essa mudança? Eu li um livro chamado Em busca de Sentido de Victor Frankl.

Frankl foi um neurologista e psiquiatra que foi preso em um campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi forçado a trabalhar como um trabalhador escravo e ver muitos de seus colegas morrendo em mortes lentas e miseráveis. Ele foi separado de sua própria esposa, mãe e pai, e perdeu todos eles antes que a guerra terminasse. Mas o que Frankl aprendeu com o seu tempo no campo de concentração? Foi o seguinte:

“Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.”

“Quero que vocês escutem o que sua consciência diz que devem fazer e coloquem-no em prática da melhor maneira possível. E então voces verão que a longo prazo – estou dizendo a longo prazo! – o sucesso vai perseguí-los, precisamente porque voces esqueceram de pensar nele.”

Finalmente: “Nós que vivemos nos campos de concentração podemos lembrar de homens que andavam pelos alojamentos confortando a outros, dando o seu último pedaço de pão. Eles devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente que tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.”

Quando li essas palavras, algo clicou dentro de mim. Você escolhe a sua vida, o seu destino. Nada é definitivo. Talvez a sua realidade não é do jeito que você imaginou hoje, mas isso não significa que não possa ser mudada. Eu intuitivamente sabia que eu precisava aprender a me dar um ajuste de atitude para mudar minha vida.

Não sou especial ou sortuda, e acredito que qualquer pessoa pode conseguir alcançar seus sonhos. Trilhei vários caminhos até chegar aqui e ter a vida que tenho hoje. Foram etapas que fui ultrapassando, planos que foram feitos e as coisas foram acontecendo.

Desde que comecei o blog, tenho recebido emails diariamente de pessoas que também estão aprendendo a mudar de atitude e a trilhar novos caminhos. Pessoas que como eu e você estão buscando novos sonhos.

“(…) Você fala de mudança de vida e eu resolvi mudar a minha. Tenho 47 anos, sou solteira, sem filhos, representante comercial e vendedora por essencia, mas insatisfeita com a mesmice resolvi mudar de carreira e voltei a estudar. Estou no 4º período de Turismo e penso seriamente em conhecer o mundo, o meu país, trabalhar com turismo e, quem sabe, morar fora. Só queria te dizer que seu vídeo me deu mais força para realizar isso, seja nos EUA ou em qualquer outro lugar. (…)” S.R.C.

E esse outro email que me emocionou muito:

“ Tem algum tempo que eu te enviei um e-mail muito triste. Estava assim mesmo, muito, muito triste. E sozinha. Insatisfeita comigo mesma, desesperada com os desafios da vida. Mas as coisas mudaram…

Antes de falar de mudanças, vamos ao meu diagnostico.

Não tinha grana pra fazer análise, ou qualquer tratamento com um profissional. Então, o que eu fiz foi ler. Li muito. Li romances, li matérias de revistas, li textos e mais textos. E li muito o seu blog quando dava. Não tenho como entrar na internet todos os dias, então a grana que eu tinha sobrando pra comprar uma coco cola, eu ia em lan house e imprimia seus textos novos e investia no meu tratamento. Investi no meu potencial me respeitando e sendo minha amiga.

Entendi que os meus problemas não eram por falta de maturidade, não sou tão infantil assim. Eu estava triste, quando a gente ta triste não adianta teimar, as coisas se acumulam, não andam…

Eu percebi os meus defeitos: minha impaciência, meu medo, minha covardia, meu interesse, minhas desistências… pensei cada um deles como um machucado que precisava de atenção, e precisava de cuidados.

Fui um por vez.

E tem mais, não crio mais justificativa pra nada. Não sou triste por isso, ou feliz por aquilo… sou o que sou porque preciso ser/ ou não agüentei não ser.

Não justifiquei as coisas ruins. As respeitei, e acertei minhas contas com elas.

Minha dificuldade com grana também foi um acordar. Sempre fui muito fã do filme, clube da luta, e da mensagem. E hoje eu vivo o desapego. Desapego no sentido de parar de querer coisas que não posso comprar E MAIS, coisas que não preciso comprar.

Vi que tenho calças que podem ser modificadas, sapatos que precisam de mais cuidados. um bolsa baratinha que suporta minhas coisas e está sendo muito útil. E o melhor, são coisas bonitas. Coisas que eu gosto. Compartilham da minha personalidade.  (…) Sou inteligente. tenho uma falsa modéstia que me limita em tudo, e resolvi deixar isso de lado. Eu estou dando detalhes porque amo detalhes. Os detalhes são apaixonantes. A vida é feita de detalhes apaixonantes. E eu preciso me lembrar desses detalhes legais pra ter coisas boas pra me lembrar (…) “  V.N.

O email dela é enorme e lindo, fala das conquistas e todas as coisas boas que aconteceram para ela esse ano, quando ela se deu a chance de mudar. Super inspirador!

Eu acho que a melhor maneira de fazer algo dar certo na sua vida é definir um objetivo e seguir com ele. Faça metas de um mês, fazendo o seu melhor para viver bem por 30 dias.

Lembre-se que todos nós passamos por situações difíceis na vida. Se você está em um momento difícil agora, se aproxime de você mesma. Se entenda, se conheça e busque seu crescimento. Isto pode não mudar imediatamente sua situação, mas você provavelmente vai mudar sua atitude lentamente e dessa forma, a sua vida mudará.


Compartilhe:

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Pinterest

24 Comentários




 
Veja também: