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Sou Emanuella Maria (Manu), uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 7 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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20.06.2014

o dilema dos cabelos cacheados no brasilEsse post é mais um desabafo pessoal e tem haver com aceitação, formas de perceber a beleza e o preconceito que criamos em torno de cabelos.

Conversando recentemente com uma amiga, entramos numa discussão sobre preconceito com cabelos e auto aceitação e isso me fez lembrar um episodio significativo na minha vida.

Quando ainda morava no Brasil, trabalhei numa grande empresa do setor privado. Era uma companhia sólida e reconhecida, com um excelente plano de carreira. Além disso, foi um dos trabalhos mais bem pagos que tive no Brasil. Mas como nem tudo é um mar de rosas, eu tive uma chefe que pegava no meu pé e foi um dos motivos que me fez pedir para sair da empresa.  A empresa tinha um dress code, Business Professional e mesmo morando no calor do Ceará. Todos os homens tinham que usar terno e gravata e as mulheres também tinham que estarem impecáveis de terninho. Até ai tudo bem pois era regra da empresa, mas chegou a um ponto em que minha chefe começou a encucar com meu cabelo. Diferente das colegas de trabalho que tinham o cabelo liso, meu cabelo era natural encaracolado tipo 3B e isso não tem como disfarçar. Mas teve uma certa vez minha chefe disse que meu cabelo era uma distração e parecia desarrumado com o volume e sugeriu que eu fizesse chapinha pois ia ficar mais “arrumado”.

Cabelo natural é muitas vezes visto como pouco profissional e despenteado que é obviamente ridículo, porque as pessoas não podem mudar a forma que os cabelos crescem e suas raízes de origem.

Hoje quando paro pra pensar, chego mais e mais à conclusão que as desigualdades existem por causa da maneira como classificamos e hierarquizamos as pessoas na sociedade. Claro que a atitude da minha chefe estava errada. Mas eu não a julgo, pois na minha experiência, o cabelo crespo e enrolado é muitas vezes mal visto até mesmo por membros da nossa própria família. E por causa disso, muitas vezes ainda cedo os cabelos das crianças são tratados com químicas e penteados pra disfarçar o volume e a textura natural do cabelo. As crianças crescem sem nenhuma ideia do que fazer com seu próprio cabelo, pois infelizmente, elas não recebem muita ajuda dos recursos externos.

Viver em uma sociedade em que o cabelo liso é normal afeta a confiança das crianças e como as mulheres cacheados são vistas em geral. Quando uma adolescente encaracolada abre uma revista, quase todos os modelos em anúncios e artigos têm cabelos lisos. Ligue a televisão e você está quase garantida de encontrar meia dúzia de atores com cabelos lisos e vez ou outra perdida tem uma encaracolada fazendo principal. E já rola aquele bafafá, que não deveria existir, pois somos brasileiros e é só sair na rua pra ver quantos cabelos cacheados e crespos tem por aí. Essas revistas (e outros meios de comunicação) são destrutivas tanto para o cabelo como para a autoconfiança de um adolescente com cabelo encaracolado.

O pior é que maioria das mulheres poderosas com cabelos crespos ainda optam por escondê-lo. Na verdade, dentro da lista de senadores servindo atualmente – nenhum das mulheres tem o cabelo crespo ou encaracolado! Quando as crianças não veem as pessoas que se parecem com eles na mídia ou em posições de poder, isso afeta a sua confiança e as fazem sentir menos capazes.

Saí da empresa porque não me sentia aceita e estava cansada de viver por trás de regras absurdas e porque dinheiro nenhum podia pagar a minha essência. Eu podia ter levado a discussão mais adiante e processado a empresa, mas preferi não aumentar a bola de neve, ficar com minha confiança e dizer umas poucas e boas pra essa chefe ridícula que eu tinha. Claro que não baixei o barraco, mas eu falei o que pensava.

FRASE DALAI LAMA

O fato que permanece é que o privilégio do cabelo liso existe sim e a única maneira de combater isso é criar uma campanha de auto aceitação para que nós tenhamos uma discussão verdadeiramente aberta sobre isso. Temos que refinarmos o nosso olhar e abrir a mente para enxergar diferentes belezas nos diversos tipos de cabelo que encontramos por aí. Cabelo cacheado e crespo é lindo. Diz muito mais das nossas origens e da nossa identidade.

Hoje moro fora do Brasil, tenho orgulho do meu cabelo e confesso que sou varias vezes paradas na rua por pessoas que acham meu cabelo lindo, perguntando dicas, quais os produtos que uso, como faço para cuidar. Tenho um namorado que incentiva o  volume no cabelo e uma carreira que me permite usar meus cabelos enrolados do jeito que eu quiser. E hoje posso dizer com toda a minha experiência o quanto é ridículo aliar o modo com que uso meus cabelos com a minha competência profissional. Mas quantas pessoas não tem essa oportunidade? Quantos chefes usam o cabelo como uma desculpa para “branquiar” seus funcionários? Hoje dia sabemos que não é mais permitido selecionar funcionários pela aparência, mas o que isso quer dizer no final? Será que estamos atentos a malícia escondida por um simples conceito de beleza?

Mas infelizmente este problema do cabelo é muito maior do que alguns chefes racistas. Pois isso diz muito mais do Brasil, da nossa sociedade e de como somos influenciados.

E vocês o que pensam sobre esse assunto?


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16.06.2014

Ola gente!!!

O sorteio acabou e a sortuda foi a Desiree Matias de acordo com random.org. Ela ganhou uma jóia da nova coleção da Shlomit Ofir :)

Mas não adianta ficar desanimada por que não ganhou. Se tem uma peça que você amou na loja, é só usar o código ambiente10 você ganha 10% de desconto + free shipping em todas as compras! (valido ate dia 22 de junho).

Legal né?  Não deixe de visitar a loja!!! http://www.shlomitofir.com/

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11.06.2014

Como ser feliz no aniversarioAmanhã é meu aniversário. Eu vou completar 34 anos e estou muito feliz por que tive mais um ano abençoado. Sempre gostei dessa data, ao contrário de muitas pessoas que fogem de si mesmas nesse dia. Eu adoro receber os cumprimentos, ser lembrada e quase sempre festejo.

Lembro que uma vez um namorado resolveu fazer uma festa surpresa. A festa foi linda, um sucesso, tirando o fato que o bolo era de chocolate e eu detesto chocolate. Mas o que valeu foi a intenção.

Amanhã vou comemorar com amigos, num bar, assistindo a abertura da copa, vestindo a camisa do Brasil e bebendo cerveja. Tem comemoração melhor?

Mas a história mais peculiar do meu aniversário aconteceu quando completei 30 anos. Nessa época eu estava no Equador. Passei quatro meses lá, viajando o país e fazendo uma pesquisa do meu mestrado. Foi uma data super crítica, pois estava saindo da casa dos 20s, tinha meu casamento marcado pra agosto no Brasil e estava longe de todo mundo. Sozinha, perto de um vulcão, vivendo com uma comunidade indígena, falando um portunhol arrastado, sem internet ou telefone. Mas é aquela história, se a vida te dá limões, então faça uma limonada. Resolvi que aquele dia ia ser especial. Acordei cedo e fui fazer um hiking na entrada do vulcão, que hoje em dia formou um lago lindíssimo. Depois contei pro pessoal da comunidade que era meu aniversário e eles fizeram um jantar especial à base de cuy. Pra quem não sabe o cuy é uma iguaria super popular nos Andes, mas no Brasil a gente conhece esse animal como porquinho da índia e usa como bichinho de estimação.  Mas eu comi, sem frescuras, afinal foi feito especial pra mim. Além disso, ganhei uma pulseira feita de sementes que é pra me proteger e afastar os maus espíritos.

Engraçado pensar nos meus aniversários passados e como em cada um deles fui feliz de uma forma diferente. Amanhã também vai ser especial. Mas uma coisa que hoje tenho certeza é que não existe somente uma idade para gente ser feliz, não existe apenas uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos. Na verdade, podemos fazer isso agora, no nosso presente. Não foi ontem, nem vai ser amanhã, é hoje. E como dizia a Martha Medeiros – Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.


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04.06.2014

como auto aceitacao pode mudar a sua vidaEu sempre fui diferente. Eu costumava me sentir inadequada por isso, mas hoje em dia eu me sinto especial.

Em algumas áreas nós somos como todo mundo, mas em outras áreas somos diferentes. E quando somos ou fazemos algo que é contra a maré, pode ser considerado estranho e até disfuncional.

Eu costumava me sentir como uma pessoa anormal, porque eu não gostava de dançar quando cresci na cidade do forró e no país do samba. Vez ou outra me sentia como uma aberração quando dizia que não bebo café e não gosto de chocolate. Ficava insegura quando algumas pessoas me perguntam por que não alisava o cabelo pra baixar o volume. E durante anos, eu pensei que tinha algo errado comigo porque eu não me encaixava na cidade onde eu cresci.

Alguma vez você já se sentiu assim?

Por experiência própria posso confirmar que esse sentimento que há algo errado com você é o pior sentimento do mundo. A vergonha, a insegurança, as dúvidas constantes e a dor que vem junto com isso é horrível. Sentir-se como um estranho, porque não é igual a todo mundo, é um fardo quase impossível de levar.

Mas então algo mudou.

Para mim, a mudança aconteceu quando eu comecei a escrever. Quando me atrevi a ser completamente cem por cento assumidamente mim, eu experimentei ser aceita no exterior por algo que veio de interior. Eu aprendi que ser diferente não significa estar errado, que ser diferente é ser especial. E isso me ajudou a me aceitar e aceitar minhas diferenças.

Lutar contra quem você é não é fácil. É como tentar subir numa escada rolante quando ela está descendo. Por outro lado, abraçar o seu verdadeiro eu com todas as suas diferenças e singularidades é se auto descobrir, como o florescer de algo novo. Tudo fica melhor quando você abraça quem você é. Em vez de combater e nadar contra a corrente, você está em fluxo com quem você é.

Me aceitar, abriu novas possibilidades na vida, me ajudou a encontrar amigos com os mesmos interesses e me engrenou em nova carreira que estava conectada com meu desejo de escrever e me expôr nos textos, virei jornalista.  Aceitar a minha identidade, de onde eu vim, minhas raízes, me deu uma linda juba cacheado que tenho orgulho de ter e até já escrevi num post anterior, o que aprendi quando eu aceitei meu cabelo cacheado. O fato de não me encaixar na minha cidade natal, me deu uma sede de descoberta e vim me encontrar aqui há milhares de quilômetros.

Você não precisa ser igual a ninguém para ser feliz. Então vai algumas dicas que posso passar pra vocês desse processo de autoaceitação:

# Diminua suas expectativas de perfeição. A nota da felicidade está mais próxima de 7 do que de 10.

# Combata os pensamentos negativos e autodestrutivos. Em vez de olhar somente os erros e defeitos, mude o foco para os acertos e qualidades positivas.

# Reconheça seus limites. Se perceber que está infeliz com algo que pode mudar, então comece hoje. Se é algo que você não pode mudar, apenas aceite. Será um problema a menos em sua vida.

# Aprenda com os erros, em vez de se martirizar. Errar faz parte do processo de aprendizagem.

# Busque sempre coisas novas para fazer. Isso proporcionará a descoberta de novos talentos e fará com que se orgulhe de suas novas habilidades.

# Ajude outras pessoas, sempre que possível. Sentir-se útil faz muito bem à autoestima.

# Orgulhe-se de suas opiniões e ideias e não tenha medo de expressá-las, mesmo que nem todos concordem.

# Busque amigos. A maioria das pessoas está interessada em fazer novas amizades, tome a iniciativa e não espere que os outros venham até você.

# Sorria, seja gentil com os outros, peça apoio, fale sobre você, seja sincera. Isso ajudará a atrair as pessoas que realmente gostam de você.

# Seja confortável com quem você realmente é por dentro é o que conta. Uma vez que você aprenda a se aceitar, qualquer coisa em cima é apenas um molho.

 

E para você, o que te faz diferente, e por que você ama isso? Deixe um comentário abaixo!

Leia mais:

Dicas para amar a si mesmo

Amar a si mesmo – O primeiro mandamento pra ser feliz

 


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01.06.2014

* Update do sorteio: O sorteio está encerrado, obrigada a todos por terem participado. A ganhadora é a Desiree Matias, de acordo com o random.org.

nova coleção shlomit ofir

Eu sou uma caçadoras de coisas únicas e especiais e nessa minha busca, conheci a loja online Shlomit Ofir. O nome é meio diferente, mas é o nome de uma jovem designer que mora em Tel Aviv, Israel.  Seus produtos são exclusivos, de super bom gosto e com preços otimos (que é o melhor). Todos os produtos são banhados a ouro 24k ou feitos de prata. Eu adoro a marca e tenho vários produtos dela.

O site da loja está com frete grátis internacionalmente e eles entregam no Brasil. Pra minha casa nos Estados Unidos, demorou uma média de 12 dias pra chegar, e acredito que pro Brasil vai ser algo em torno de 15 a 25 dias.  O pagamento pode ser feito através do paypal ou cartão de crédito internacional.

NOVIDADE:

A Shlomit Ofir acabou de lançar uma nova coleção Aqua Marine inspirada no oceano, o mundo rico de criaturas que vivem sob ele e com temas náuticos e a cultura da praia. Legal não é?

Sorteio Ambiente Vistoriado

Quer ganhar uma jóia linda, a peça que você vai escolher, da nova coleção da Shlomit Ofir? Você só precisa:

* Curtir a Fan Page da Shlomit Ofir (link aqui)

* Curtir a Fan Page do Ambiente Vistoriado (link aqui) ou no menu lateral  –>> clicando em “curtir/like”.

* Preencher o formulário abaixo dizendo qual a peça que você mais gostou na coleção Aqua Marine e  em que ocasião você a usaria (link da coleção nova). Não esqueça de deixar o link do seu Facebook.

O sorteio está aberto até dia 15 de junho. O vencedor (a) será escolhido (a) aleatoriamente e anunciado aqui no blog e receberá a jóia da sua escolha em casa. Qualquer pessoa no mundo pode participar. Lembre-se que para ganhar tem que seguir as regras direitinho.

Boa sorte!


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