Sou Emanuella Maria, uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 6 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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27.12.2012

cirugia da vesicula_dieta

Há 3 meses eu não sabia nada sobre a vesícula, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, agora faço parte do seleto grupo dos “sem vesícula”. Há menos de uma semana fiz a cirurgia pra retirar a vesícula e por incrível que pareça, depois que soube que estava com o problema, descobri que vários amigos, familiares e conhecidos passaram ou estão passando pela mesma situação.  Então resolvi escrever um post contando um pouco da minha história, de como foi minha cirurgia e quem sabe eu possa ajudar alguém aqui na net que também está cheia de dúvidas como eu estava.

Antes de mais nada, se você quiser se aprofundar no assunto clica no link abaixo:

Informação sobre a vesícula biliar & pedra na vesícula

O início de tudo

Descobri que estava com pedra na vesícula em meados de outubro. Comigo foi um pouco diferente pois nunca tive a tão falada crise da vesícula, onde a pessoa pensa que está tendo um ataque de coração e quase morre de dor.  Pra mim as coisas foram mais amenas, vez por outra estava sentindo uma dorzinha na boca do estômago depois de fazer exercícios aeróbicos (como correr), ou após uma refeição. Esse incômodo não acontecia com frequência, mas resolvi ir no médico pra fazer o ‘check up’ anual. De imediato o médico achou que o meu problema era refluxo, mas mesmo assim pediu a ultrassom da barriga e com isso descobri que estava com pedra na vesícula e aí começou meu dilema.

Visitei três médicos até tomar a decisão final de retirar a vesícula. Um médico disse que os meus sintomas eram de refluxo e me passou alguns remédios pra tomar e que eu deveria aguardar por que poderia levar anos pras minhas “pedras” se manifestarem. Outro médico disse que meu problema era relacionado a vesícula, mas podia ser controlado e eu podia esperar pra ver o que acontecia. Um terceiro médico disse que os sintomas eram da vesícula, que eu tinha uma bomba dentro de mim prestes a explodir e que eu não ia querer esperar até ter uma crise de uma hora pra outra, melhor era operar e me ver livre desse problema. Resolvi seguir a opinião dele.

Pré-cirugia:

E aí tudo foi muito rápido: encontrar uma data adequada, marcar a cirurgia, pegar uma semana de folga no trabalho e me preparar psicologicamente para perder um órgão. Descobri que meu problema era genético e do lado da minha mãe já tive 4 familiares que perderam a vesícula. Uma das minhas melhores amigas aqui nos Estados Unidos fez essa cirurgia há dois anos e disse que tem uma vida perfeitamente normal e nem lembra que não tem vesícula. Além disso, minha irmã marcou uma passagem pra vir do Brasil ficar comigo após a cirurgia. Meus amigos e familiares me deram bastante suporte e assim relaxei mais.

Meu médico me pediu pra pegar leve na alimentação antes da cirurgia, pois sentiria menos náuseas depois da anestesia. Dois dias antes comecei uma dieta a base frutas, vegetais e peixe. Na véspera da cirurgia passei o dia na saladinha, minha última refeição foi as 19:00h e tive que ficar em jejum de comida e água por 12 horas antes da cirurgia.

A cirugia:

No dia seguinte tive que acordar cedo e tomar banho com um sabonete antibacteriano em casa. Dei entrada no hospital as 6:00am, as 7:30am entrei na sala de cirurgia. Fiz uma laparoscopia, onde o corte é feito pelo umbigo e eles usam uma câmera pra fazer a cirurgia. Acordei as 9:30h com um pouco de dor na barriga, dor nos ombros (segundo o médico por causa do gás que eles colocam dentro de mim) e bastante sonolenta por causa da anestesia. Fiquei mais uma hora na sala de recuperação e não tive náuseas, mas estava com bastante sede. O médico veio me ver e disse que minha cirurgia demorou 40 min e que eu estava bem e se quisesse já podia ir pra casa. As 11:00 da manhã do mesmo dia saí do hospital. Tudo muito rápido e prático.

Quando cheguei em casa ainda estava meio grogue por conta da anestesia e passeio a tarde dormindo. Quando acordei notei que minha barriga estava dolorida (mas nada insuportável). Tentei caminhar um pouco pela casa, bebi água e comi uma sopa leve de vegetais batida no liquidificador. Minha irmã estava sempre por perto e me ajudava a sentar e levantar.

Pós-cirugia:

Hoje está completando uma semana que fiz minha cirurgia e estou me sentindo muito bem. Os primeiros dois dias são os mais “hardcores”. A barriga está dolorida, coisas simples como sentar e levantar incomodam bastante e o excesso de ar dentro da gente incomoda um pouco. Tentei não ficar deitada o tempo todo, pois caminhar ajuda o ar sair. Estou bebendo bastante líquidos (água, suco de frutas naturais e água de coco).  Os primeiros 3 dias comi tudo em forma pastosa: sopas, mingau de aveia, vitaminas de frutas, purê de batatas e depois fui incluindo comida sólidas aos poucos (arroz, pasta, peito de frango desfiado, peixes). Por enquanto estou levando uma dieta “fat free” sem gorduras, não estou comendo carne vermelha, ovos e nem nada derivado do leite.  O médico disse que a dieta do pós-operatório é essencial pra recuperação pois o corpo precisa aprender a viver sem a vesícula.

Hoje quase não sinto mais dor na barriga, de vez em quando sinto um puxãozinho do lado direito (acho que onde ficava a vesícula), mas deve ser normal pois fui operada há uma semana. Tenho evitado esforços físicos , não tive problemas de diarreia (como muita gente comenta). Pelo contrário, fiquei um pouco com prisão de ventre depois da cirurgia da vesícula, mas estou tentando comer fibra e bebendo suco de ameixa e isso tem ajudado bastante.  A única coisa que me incomoda depois da cirurgia é que minha barriga tem feito mais barulhos depois que como qualquer coisa, mas espero que isso passe com o tempo. Ainda não incluir a gordura de volta a minha vida e confesso que estou com um pouco de medo. No mais estou bem, perdi 2kg com essa dieta da sopa, estou adorando a atenção dos amigos , todo dia alguém vem me visitar trazendo uma surpresinha. Claro que estou tentando ter auto-confiança com tudo isso e  procuro acreditar que nada vai dar errado, como comentei no post anterior, que na vida ás vezes temos que enfrentar o inevitável e nesses momentos a melhor atitude é a positiva. <3

E vocês já fizeram essa cirurgia ou conhecem alguém que fez a cirurgia da vesícula? Podem deixar um comentário dizendo como foi, detalhes de como está sendo a vida sem a vesícula. Podem comer de tudo? Engordaram? Perderam peso?


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16.12.2012

Quem acompanha o blog sabe que adoro receber meus amigos em casa e que tudo é motivo pra uma festinha. Dessa vez não foi diferente. Essa semana vou fazer a cirugia pra retirar a vesícula (#drama) e depois da cirugia vou ficar um bom tempo sem poder beber alcool, comer comidas mais “pesadas” e nem poder fazer muita estripulia e movimentos acrobáticos.  Ou seja, um DETOX forçado. Bem, convidei alguns amigos próximos pra celebrar comigo o último drink antes da cirugia e ir dançar no meu club preferido em DC :)

Sou muito grata e feliz pois tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de “pessoas especiais”, mas como diz a martha medeiros, “meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos”.

Compartilho com vocês um pouco das fotos de uma noite linda e super agradável.


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09.12.2012

E nesses dois meses que passou tanta coisa aconteceu. Como boa geminiana estou sempre inventando coisas novas, buscando sair da rotina e resolvi dividir com vocês um pouco da vida pelas lentes do meu instagram. <3

{1} Aquelas surpresinhas que deixa qualquer mulher com o coração derretendo. Presentinho da semana.

{2} Estou apaixonada por esse vestido da H&M. Ele tem uma estampa linda, com uma aura retrô, do jeito que eu gosto. Estou também meio obcecada por tons de amarelos.  Anima a aura.

{3} Show de jazz em Baltimore. Em falar nessa cidade, eu moro em DC e nunca vou a Baltimore. Fica bem ao lado, tipo 40 min de carro e essa noite passada resolvi me aventurar por lá. Tive uma maravilhosa supresa. Baltimore é linda, tem um ar meio hipster e o povo é bem alternativo. Cheia de galerias descoladas, barzinhos e cafés com uma cara bem bohemica e um ar jovem. Recomendo!

{4} DC é linda demais no outono.

{5} & {6} Ultimamente tenho ido muito a shows. Teve uma semana que fui pra três shows #viciada. Esses dois foram bem especiais pra mim. Show da Cat power (com seu novo visual “little boy”) e do Mike Snow. Ja já estou indo pro show do Morrissey, The xx e The killers :)

{7} Lembram do furacão/tempestade que passou em DC e NYC?  Pois é por aqui foi tudo tranquilo. Passei o dia em casa, lendo livros, curtindo o friozinho e o vento na janela.

{8} E comecei um novo hobby – Classe de pintura

{9} & {10} Não podia deixar de mostrar a minha fantasia de halloween desse ano. Fiz o maior sucesso de chapeuzinho vermelho. Gostaram?

{11} E há quatro meses comecei a correr e essa foto foi da minha primeira corrida de 5Km. Nessa brincadeira, já perdi mais 4kg (total de 8kg desde janeiro). Nada de muito esforço. Como de tudo,mas diminuí o tamanho das porções, estou correndo na rua de vez em quando, yoga 3x na semana e pilates 2x.

{12} E quem disse que eu não posso voar?

Mais fotos do Instagram AQUI <3


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03.12.2012

Quanto tempo não venho aqui no blog. Espero que não estejam de mal comigo e nem tenham me abandonado completamente. Eu não sou propensa a queixas nem a desânimos. Entretanto, ao pensar sobre o que dizer nesse post sinto certa melancolia. Na verdade, eu passei esses dois meses viajando pra dentro, e às vezes as viagens pra dentro são as mais longas. Não estava tentando fugir, mas sim descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente.

Esse ano de 2012 foi muito estranho pra mim. Várias coisas positivas aconteceram, mas também vários ciclos terminaram. Meu casamento acabou, mudei de casa, a ultima viagem que fiz pro Brasil mudou minha percepção da vida, houve algumas alterações no trabalho (novas responsabilidades), o fato de ter completado 32 anos, um certo envolvimento carmico (dificil explicar), e para completar, descobri que estou com pedra na vesícula e vou me operar agora em dezembro. Tantas transições e mudanças que precisei parar pra pensar. E o blog, infelizmente ficou em segundo plano.

Eu sou daquelas que acredita que quando queremos transformar algo, precisa começar por dentro, pra depois começar a compreender as coisas, os fatos. E a partir daí você pode chegar numa certa serenidade, seja emocional, mental, ou física. O problema é que eu penso demais, estou sempre ligada, nunca relaxo e vem sempre aquela preocupação martelando a minha cabeça, querendo entender o porque de tudo, o sentindo das coisas. Mas eu cheguei à conclusão que a gente não precisa entender tudo e estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Aceitei minhas mudanças e estou abrindo os braços para as próximas que estão por vim. Nem tudo esta no lugar ainda, mas vai ficar.

E alguém me disse recentemente, que pra arrumar a casa às vezes tudo tem que virar de perna pra cima, para depois você colocar no lugar e estabilizar de novo. E a vida é assim também.

Nesse meio tempo recebi e-mails e mensagens lindas de vocês. Fico muito emocionada, pois receber o carinho de gente que nem me conhece pra valer é um estímulo e tanto. Obrigada é pouco.

E lembre-se que vez por outra a gente tem que se dar o direito de se fechar, chorar, aceitar a solidão. De chorar pela embriaguez da vida. Mas não podemos esquecer-nos da rapidez com que ela passa, então de vez em quando devemos deixar as preocupações de lado e viver o hoje. Viver um dia de cada vez.


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21.09.2012

novo amor

O amor deveria pedir licença para entrar na nossa vida. Às vezes a gente não está preparada, nem acordou direito, mas ele insiste em bater na nossa porta. E você tem duas opções: não abre e deixa ele passar, ou simplesmente o convida para entrar. Mas ninguém nunca me avisou quais são os riscos de deixar o amor entrar. Nem muito menos me informou como seria a dor de ver ele ir embora. Nunca me disseram para ter prudência, paciência, cautela. Mas mesmo com todos os medos e receios de abrir a porta e deixar o amor entrar, eu confesso: amar é bom demais!!!

Como dizem por aí, o ano novo só começa depois do aniversário. E esse ano resolvi fazer diferente e fui recarregar minhas energias na minha cidade natal. E passei meu aniversário na beira da praia, tomando banho de mar para limpar as energias e dar espaço para o novo. E como o universo te dá àquilo que você busca – Se você não sabe o que busca, ele te dará qualquer coisa. Então pedi para o universo um bocado de coisas. Eu pedi suavidade e para ele ser delicado comigo e com meu coração. Pedi um punhado de alegria e dias mais perfumados. Pedi coragem, porque o medo paralisa e impede a melodia nova e é preciso arriscar para continuar criando harmonias. Pedi inspiração, porque desde pequena as palavras sempre foram minhas melhores amigas. Pedi desapego pelas pessoas, saúde e disposição no dia-a-dia. E pedi para continuar ser merecedora dessa boa sorte que a vida me deu: de falar e poder ser ouvida, de poder ser respeitada, de atrair pessoas de coração bom e com muita sensibilidade e de amar e ser correspondida.

E assim sem mais nem menos um novo o amor bateu na minha porta. Mas foi algo meio inesperado, e nem tive certeza do que se tratava quando eu a abri de supetão. Não estava preparada e nem sabia se deveria deixa-lo entrar. Mas eu não tenho medo do amor. Tenho medo de quem tem medo do amor. E disse para mim mesma: “Porque não?”

E para aqueles que ainda não tem certeza se devem ou não abrir a porta para o amor, deixo aqui essa frase do Javier Velaza: “‎Si nada nos libra de la muerte, al menos que el amor nos salve de la vida.”

Bom final de semana a todos!


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