Sou Emanuella Maria, uma romântica inconsolável que adora coisas vintage e viajar. Há 6 anos moro na capital americana, Washington DC e neste espaço divido um pouco da vida no estrangeiro e o que me inspira no dia-a-dia. Falo das coisas que faço, do que gosto e o que me faz feliz.

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27.04.2011

Um de meus mentores favoritos ficou conhecido por por citar o mantra “os líderes são leitores” com paixão e frequência. E uma das minhas resoluções para 2011 foi ler mais. No outro dia teve um queima numa livraria aqui perto de casa, e comprei vários livros: incluíndo um curso de photoshop, um manual pra usar minha camera (já tenho ha um ano mas não sei fazer nada), dois livros de culinária (aloka hahaha), um dicionário de espanhol, um livro com fotos de gatinhos (só porque estava barato) e o livro Um milhão de quilômetros em mil anos do Donald Miller. Eu terminei de ler o livro ontem e pensei em compartilhar com vocês um pouco sobre ele, caso vocês estejam procurando algo novo para se perder numa tarde de domingo.

Para começar, eu não conhecia o trabalho de Donald Miller, mas eu adorei o estilo da escrita dele. Ele é honesto, às vezes surpreendente, escreve em tom de conversa e quando eu estava lendo seu livro, fiquei imaginando o jeito que o Donald fala. Foi meio como ter uma conversa gostosa com um amigo que não se vê há muito tempo em uma cafeteria, com uma bossa nova de fundo e o moedor de café fazendo barulho no segundo plano. Fiquei inebriada pelas palavras dele.

O livro é uma crônica de um momento na vida dele, onde ele se questionou e ao mesmo tempo respondeu a pergunta: O que você faria se pudesse mudar o roteiro de sua vida? Ele comenta como ele passa pelo processo de reescrever suas memórias para torná-las mais interessante para o grande ecrã, ele também embarca em uma jornada interessante de auto-descoberta e investigação. Um milhão de quilômetros em mil anos é a crônica dessa oportunidade singular de reinventar a própria jornada, e é legal ler para se inspirar.

Encontrei-me pensando nessa frase: “Isso é como eu me senti há anos, mas nunca poderia realmente colocar em palavras”. Reconheci também muito de mim nele. Donald e eu somos muito parecidos em nossas opiniões e na nossa vida, e depois de ler o livro eu me sinto inspirada para olhar para a história da minha vida que eu estou contando para ter certeza que estou escrevendo um conto que vale a pena contar. Eu sou muito a favor de tomar riscos na nossa vida. É tão fácil viver na mesmice e ter um dia igual a outro, comer todo sábado naquele restaurante que você vai há anos e até os garçons lhe chamam pelo nome, ou fazer aquele programa sagrado de domingo de cinema/praia/filme em casa, ou namorar aquele cara só porque não quer ficar sozinha, ou ficar naquele trabalho chato só porque ainda não apareceu coisa melhor. Mas e se fosse diferente? E se de repente você acordasse de um sonho, ou melhor, vivesse um sonho e tudo fosse diferente? Que tal parar por cinco minutos e pensar, o que seria diferente? O que te faria sorrir agora? O que te faria feliz?

E porquê esse sonho não pode virar realidade?

Bem, eu mudei o roteiro da minha vida, quem sabe você pode mudar a sua…

Eu recomendo o livro. Vai fazer você pensar duas vezes sobre as decisões que toma diariamente.

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03.04.2011

Em umas das minha viagens, eu passei cinco dias em Paris e fiquei hospedada na casa de uns amigos. Ele, um professor universitário, super intelectual-descolado e bem viajado. Ela, super branca-pálida, magérrima, tre`s chic, fumante e culta, o perfeito estereótipo da mulher francesa. Eles cozinharam para mim, saímos juntos, sentavámos nos cafés, conversavamos sobre ameninadades por horas, foi uma ótima viagem, mas a mulher me fascinava. Eu adorava obsevá-la, com sua taça de vinho, sempre bem vestida, com o cigarro do lado e o scarf esvoaçante.

É interessante que esse perfil da francesa, charmosa, sexy, com estilo e intelectual, descendente de Simone de Beauvoir, é o que mais exerce fascínio e admiração mundo afora. Existem vários livros por aí que falam dessa mulher francesa, e tentaram explorar esse estereótipo como um estilo de vida a ser adotado por mulheres de todas as gerações e nacionalidades. Um dos livros que li “ What French Women Know: About Love, Sex, and Other Matters of the Heart and Mind”, da Debra Ollivier, me chamou muito a atenção. No Brasil o livro chama-se: O Que as Mulheres Francesas Sabem – Sobre Sexo, Amor e Atração.

É sempre interessante lê como diferentes culturas vêem a vida.

Eu concordo com a autora que diz que as mulheres francesas sabem celebrar a beleza individual, sabem lidar com as diferenças entre homens e mulheres, abraçam suas próprias regras, não se importam com a falta de perfeição e gostam de reforçar a sua feminilidade. Ela comenta que as mulheres francesas não querem ser como todas as outras pessoas, elas querem se destacar, elas querem adicionar seus toques individuais em tudo. Elas não sentem a necessidade de serem boazinhas, amadas e que precisam viver sorrindo para todo mundo e precisam ser aceitas. Eu gosto disso! No livro ela compara a mulher americana com a mulher francesa, sem necessariamente dizer que as francesas são melhores, pois na verdade, são completamente diferentes.

O mais interessante na abordagem do livro é como às coisas e as atitudes são resumidas. O livro ajuda de um certo o modo, as pessoas que estão descontentes com o jeito que levam a vida, ou querem uma mudança de atitude em relação a vida, pois o livro pode dar novas idéias sobre como abordar as coisas ao nosso redor. Como ter uma vida mais charmosa e mais bohemica. É claro, que não devemos esquecer que “a mulher francesa típica não existe, assim como não existe a mulher americana típica, ou a japonesa, ou a italiana.” E se tudo está funcionando direito na sua vida e você esta feliz com a forma que você é e se conduz, não há necessidade de lê um livro para aprender sobre “O que as mulheres francesas sabem”. Mas é uma leitura bacana, eu recomendo.


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06.03.2011

Eu já tive meu tempo de foliã, a época do mela-mela lá no Aracati, do baile a fantasia do colégio, ou mesmo o frevo até de madrugada pelas ruas de Olinda. Mas nos últimos anos, antes de mudar definitivamente de país, eu já tinha passado para o festival de jazz em Guaramiranga e passava essa semana de férias ouvindo boa música e curtindo o friozinho da serra, era meio que um retiro. Hoje em dia essa data não me apetece mais e ás vezes até esqueço que é carnaval, e só lembro quando abro o jornal e vejo alguma foto de mulher pelada, semi-pelada ou alguma coisa rápida na TV. E que nem o Arnaldo Jabor disse, “aqui para os americanos somos um povo esquisito, tudo nu, pulando como malucos, para espanto risonho do mundo “civilizado”.

Mas enfim eu não sou a favor e nem contra, carnaval é mesmo uma grande festa e há diversão para todo gosto e bolso. Mas  parar o país inteiro uma semana para viver uma utopia as vezes é um pouco demais e também eu acho que essa festa perdeu muito a essência. Principalmente porque em muitas partes o carnaval deixou de ser dos foliões, para ser um espetáculo para os outros; o carnaval deixou de ser vivido para ser olhado.

Passeando pela net encontrei esse vídeo da jornalista Rachel Sheherazade da Paraíba fazendo uma crítica ao carnaval e se perguntando: “Até onde o carnaval é benéfico à sociedade?”. É interessante, é polêmico. Vejam e dê sua opinião.

Arnaldo Jabor que se cuide!

Link do blog da jornalista http://rachelsheherazade.blogspot.com/


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07.02.2011

Ilustração de Ayalah Hutchins

Olá leitoras, blogueiras e curiosas, que como eu sempre dão uma passadinha no Ambiente Vistoriado! Eu resolvi fazer um post para colaborar com esse blog que eu sou hiiiiper seguidora! Meu nome é Natacha Soares, tenho 23 anos, sou de São Paulo, mas estou fazendo intercâmbio aqui em Washington DC.

Tenho uma dica de cinema para os “movie lovers” como eu, e também para aqueles que estão de bobera procurando um programinha tranquilo para o final de semana. O filme escolhido estreou no Brasil recentemente e chama-se Cisne Negro “Black Swan”. Ele foi dirigido por Darren Aronofsky e tem a Natalie Portman como a atriz principal e, cá entre nós, em uma de suas melhores atuações.

Eu assisti esse filme ontem aqui em Washington, D.C. e fiquei impressionada com a intensidade do filme! É surpreendente em vários sentidos. Sabe quando você vai assistir a um filme esperando uma coisa e conforme o tempo passa ele se revela algo completamente diferente? É como o “Menina de Ouro” do Clint Eastwood que você foi assistir pensando que o filme se tratava da indústria inescrupulosa do boxe e na verdade o filme se tratava da eutanásia. Então Cisne Negro é assim. Eu fui com a expectativa de assistir a um filme que retratava a disciplina que uma bailarina deve ter e o caminho árduo para se construir uma boa apresentação do Lago do Cisne, mas na verdade o filme discute algo mais. É claro que eu não vou revelar o que é, afinal vocês precisam conferir, mas eu garanto que é um ótimo filme.

Há alguns pontos interessantes nesse filme! Primeiro é o figurino que as leitoras ligadas em moda vão adorar! Afinal as irmãs Mulleavy (RODARTE) e Amy Wescott estão por trás de toda a confecção! Outro ponto é a fotografia maravilhosa! O diretor de fotografia Matthew Libatique deixou o filme parecendo um quadro! A caracterização do cisne negro é fabulosa! A maquiagem é lindaa!

Enfim… vão logo para um cinema e assistam! Eu garanto que é um filme surpreendente! Maravilhoso!

CURIOSIDADE:
Nesse filme é que é possível ver Natalie Portman e Winona Ryder trabalhando juntas! Todo mundo já confundiu as duas atrizes em algum momento da vida!..rsrsrs… E nele vocês podem perceber que elas não são tão parecidas assim.
Logo depois de filmar as cenas do filme, Natalie Portman engravidou do ator e bailarino Benjamin Millepied (que dança com ela no filme e também é o primeiro bailarino do balé de Nova York)

NÃO DEIXE DE NOTAR: Através do figurino, eles revelam a personalidade de cada personagem!

PREMIAÇÕES: Cisne Negro já tem várias indicações para o Oscar, Globo de Ouro, Bafta e Independent Spirit Awards. A atriz Natalie Portman já ganhou o globo de ouro de melhor atriz por esse filme. Para o Oscar ele tem indicações de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor fotografia e melhor edição. Esse é um dos favoritos para levar uma estatueta.

Trailler do Filme:

* Natacha Soares, 23 anos, é de São Paulo e faz um intercâmbio em Washington, onde estuda Economia na Howard University. Twitter:@natytweet.


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19.01.2011

Sempre que leio um livro eu tenho uma caneta na mão para que eu possa destacar determinadas linhas ou passagens que são significativas para mim, eu também gosto de dobrar as orelhas, os cantos das páginas, para que eu possa voltar e encontrá-las. Com esso novo livro que eu estou lendo, eu poderia dobrar a orelha de cada página, pois ele é tão cheio de inspiração.

Selecionei algumas citações que marcaram-me nos primeiros dois capítulos – na qual a escritora Patti Smith (que também é a avó do Punk) descreve brevemente a sua infância e sua decisão de ir à Nova Iorque com apenas dinheiro suficiente para um bilhete de ida e alguns itens (caderno, lápis, um livro, algumas peças de roupa e fotos) na sua mala. Essa viagem que a levou ao encontro com Robert Mapplethorpe que só pode ser descrito como destino. Gosto de pensar que todo mundo pode ser uma Patti Smith da vida, cheia de sonhos e ideais e que mesmo com os medos e temores da vida, não deixa de arriscar. Buscar o desconhecido e quem sabe no final se encontrar, ou melhor virar uma pop star…Bem, o livro é ingles e tentei traduzir o mais próximo.

“O que é a alma? de que cor ela é? Eu suspeitava que minha alma, sendo tão travessa, poderia escapar, enquanto eu estava sonhando e nunca voltar. Eu fiz o meu melhor para não cair no sono, para mantê-la dentro de mim, onde pertencia. ”

“mas secretamente eu sabia que tinha sido transformada, movido pela revelação de que os seres humanos criam arte, que para ser um artista era ver o que outros não podiam.”

“um por um, eles observaram nos meus relatórios que eu sonhava demais, que eu estava sempre em outro lugar.”

“Nós não tínhamos dinheiro para ir a nenhum lugar, não tinhamos telefone, televisão ou rádio. Tínhamos apenas a nossa vitrola.  E fáziamos a mesma música tocar, tocar e tocar quando estávamos dormindo. ”

“Não se pode imaginar a felicidade mútua que sentimos quando sentávamos e sonhávamos juntos. A gente deixava-se perder por horas. Sua capacidade de se concentrar por longos períodos de tempo me contagiou e eu aprendi pelo seu exemplo, trabalhando lado a lado. ”

“Eu gostaria de poder projetar tudo no papel. Pelo tempo que eu estou no meio do caminho, eu já estou fazendo outra coisa. “

Trechos do livro Just Kids de Patti Smith.


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