07.02.2012

Eu adoro ler e sinto um prazer imenso em entrar numa livraria ou biblioteca. Passo horas e horas folheando as páginas, olhando as capas, me inebriando com o cheiro do papel, pensando qual livro vou levar pra casa. Sempre foi assim, desde nova. Já tive um ponto de preferir a companhia dos livros do que de certas pessoas e gosto de incentivar todo mundo a ler.

Os livros são como compartilhar segredos com outras pessoas. Se você não ler, você está se negando a alegria de conhecer novos pensamentos, novos mundos e novas experiências – tudo a partir do conforto de sua própria cama, do sofá, ou do assento do ônibus.

As pessoas muitas vezes sentem-se sobrecarregados com a tarefa de leitura – inclusive eu, principalmente quando tem que ler coisas chatas pra universidade e muitos se desanimam. Mas você pode encontrar escritores que ama, dessa forma a leitura torna-se um prazer.

O que você deve lembrar é que os livros estão aí para serem desfrutados, não para insultar-nos, e há uma abundância deles lá fora, que seria insensato limitar-se a apenas um. 

 Comece um novo relacionamento com os livros.

Vá a uma biblioteca muito boa, ou uma dessas livrarias gigantes, que tem de tudo um pouco; pegue uma pilha de livros interessantes  e tente ter uma idéia de cada um na sua totalidade.

Se apaixone pelo título, percorra as páginas, parágrafos e capítulos com os olhos, leia a página de sinopse e se puder leia um pouco do conteúdo, da introdução - este é um livro para você? Não? Deixe ele de lado e vá para o próximo. Se gostou, não pense duas vezes e já engatinhe a leitura.

Agora se você já começou um livro e ele está guardado há semanas na gaveta, dê uma segunda chance, tente terminá-lo antes de passar para o próximo.  Não esqueça de registrar os pensamentos principais, sublinhar se for preciso, e reflita no que vai fazer com essas lições. Os livros não só nos ensina sobre o resto do mundo, eles nos ensinam sobre nós mesmos.

E então, qual livro você está lendo?

Deixe um comentário com seus livros preferidos e sugestões para os próximos livros. <3



03.02.2012

Eu comprei um livro de decoração.“Undecorate: The No-Rules Approach to Interior Design”, e estou adorando. Pouca gente sabe que tenho essa queda por decoração. Acho que não saberia decorar a casa de outra pessoa, porque considero isso algo muito pessoal, mas respeito demais o trabalho de arquitetos e decoradores. Meu ap foi decorado por mim mesma, porque não abro mão de fazer as coisas do meu jeito, mas esses profissionais dão toques originais e ajudam a gente a dar cara nova ao básico. Quando estou de bobeira em casa eu gosto de visitar sites de decor e no meu computador tem uma pasta pra salvar as fotos que me inspiram. Pra quem gosta de decor, também tem uma aplicação otima pro iPhone ou iPad chamada Houzz, tô viciada nessa app.

Fico boba quando entro numa casa sem graça, sem vida, sem alma. Eu gosto de mesclar coisas vintages com toques modernos, recentemente comprei uma credenza dos anos 50’s que estou em “love”. Todo mundo que vem na minha casa comenta da peça, que é de madeira escura de excelente qualidade. Antigamente as coisas eram feitas pra durar, hoje em dia você compra um móvel do ikea e só dura 3 primaveras e já é hora de trocar. Uma tristeza só.

Tenho uma amiga dura pra caramba, que mora numa casinha linda onde tudo lá foi decorado com a ”sobra” da casa dos outros, com re-aproveitamento de materiais, com invenções da cabeça dela, e é dos lugares mais simpáticos e com personalidade que conheço, me sinto bem demais quando a visito, é um lugar com graça e movimento!
Um parede colorida muda tudo né? Na minha opnião a casa da gente tem que ter cor, humor, alegria, flores, música, simpatia, objetos pessoais trazidos de viagem ou comprados em feirinhas, tem que ter um estilo próprio, um jeito de lugar “vivido”, habitado. Não entendo quem não dá valor para o lugar onde passa a maior parte do seu tempo. Tem tanto apartamentão por aí que é sóbrio, triste, sem nenhum objeto colorido ou espontâneo… Não gosto de lugares austeros, que rejeitam o prazer.

Acho que a casa da gente tem que ter um toque divertido. Adoro meu ap, qualquer dia desse eu mostro aqui pra vocês. Mudei em junho do ano passado e ainda faltam algumas coisas, mas já estou louca pra dar uma incrementada, quero pintar a parede da sala, mas meu marido é um chato na hora de escolher as cores. Também quero trocar a sala de jantar, vou mandar ampliar umas fotos, botar ainda mais plantas por todo lado…

E você gosta do lugar onde mora? Tem que gostar né!!



25.06.2011

Resolvi dividir com vocês o meu segredo da felicidade… Música! Ahhh gente, tem coisa melhor do que música para levantar o astral??? Quando estou super deprê, sempre escolho as músicas mais alegrinhas pra tocar, e sempre ajuda muito. Vou dividir com vocês algumas músicas que tocam direto no meu ipod e sempre que eu escuto me faz abrir um sorriso enorme e quero sair dançando na rua.

Duffy – mercy

Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home

Dragonette – I get Around video

Yael Naim – New Soul

The Bird and the Bee – Man

Florence And The Machine – Dog Days Are Over

Tegan and Sara – Walking With A Ghost

Perceberam que eu adoro vocal feminino né?! =)



08.06.2011

Se você tivesse uma máquina do tempo, pra que época da história você voltaria? Eu adoraria visitar os anos 20s. Ou melhor, Paris nos 20s. O glamour daquela época, a moda, os artistas, as festas, Coco Chanel, o Jazz, a época do Picasso, Marcel Duchamp, Hermann Hesse, Ernest Hemingway, Virginia Woolf, Franz Kafka… ahhh são tantas coisas boas naquele período.

Bem, no novo filme do Woody Allen, Meia Noite em Paris (“Midnight in Paris”), não tem uma máquina do tempo, mas tem um herói (Owen Wilson), que é um sonhador visitando Paris, que também ama os anos 20s e que se transporta para diferentes períodos do tempo.

“Midnight in Paris “ vem com a briga entre realidade versus ilusão, um contraste que prevalece em vários filmes do Woody Allen, que vem sempre interagindo com o presente e o passado. No filme, ele mostra como o passado, não importa quão idealizado e glamourizado que seja, pode alterar de forma mágica, transformadora e imprevisível o presente, mudando o processo de ambições, identidades e relações…  Mas o filme caminha numa linha tênue entre nostalgia e puro sentimentalismo. Mas não se preocupe, é um filme do Woody Allen, você não vai ficar entediado.

O filme é simples, sincero (na medida que um filme pode ser sincero) e meio que lembra um conto de fadas moderno onde você se dá a oportunidade de fazer um pedido pra fada madrinha e espera que esse pedido vai virar realidade.

Acredito “Midnight in Paris“, é um melhores e mais agradáveis trabalho do Woody Allen dos nos últimos anos e é um excelente “amuse-bouche” para começar uma noite perfeita. Vá assistir com o amor, ou com os amigos, va assistir sozinho. Vale a pena!

O filme já estreou nos Estados Unidos e já já vai estrear no Brasil, fiquem atentos. Segue  o trailler



27.04.2011

Um de meus mentores favoritos ficou conhecido por por citar o mantra “os líderes são leitores” com paixão e frequência. E uma das minhas resoluções para 2011 foi ler mais. No outro dia teve um queima numa livraria aqui perto de casa, e comprei vários livros: incluíndo um curso de photoshop, um manual pra usar minha camera (já tenho ha um ano mas não sei fazer nada), dois livros de culinária (aloka hahaha), um dicionário de espanhol, um livro com fotos de gatinhos (só porque estava barato) e o livro Um milhão de quilômetros em mil anos do Donald Miller. Eu terminei de ler o livro ontem e pensei em compartilhar com vocês um pouco sobre ele, caso vocês estejam procurando algo novo para se perder numa tarde de domingo.

Para começar, eu não conhecia o trabalho de Donald Miller, mas eu adorei o estilo da escrita dele. Ele é honesto, às vezes surpreendente, escreve em tom de conversa e quando eu estava lendo seu livro, fiquei imaginando o jeito que o Donald fala. Foi meio como ter uma conversa gostosa com um amigo que não se vê há muito tempo em uma cafeteria, com uma bossa nova de fundo e o moedor de café fazendo barulho no segundo plano. Fiquei inebriada pelas palavras dele.

O livro é uma crônica de um momento na vida dele, onde ele se questionou e ao mesmo tempo respondeu a pergunta: O que você faria se pudesse mudar o roteiro de sua vida? Ele comenta como ele passa pelo processo de reescrever suas memórias para torná-las mais interessante para o grande ecrã, ele também embarca em uma jornada interessante de auto-descoberta e investigação. Um milhão de quilômetros em mil anos é a crônica dessa oportunidade singular de reinventar a própria jornada, e é legal ler para se inspirar.

Encontrei-me pensando nessa frase: “Isso é como eu me senti há anos, mas nunca poderia realmente colocar em palavras”. Reconheci também muito de mim nele. Donald e eu somos muito parecidos em nossas opiniões e na nossa vida, e depois de ler o livro eu me sinto inspirada para olhar para a história da minha vida que eu estou contando para ter certeza que estou escrevendo um conto que vale a pena contar. Eu sou muito a favor de tomar riscos na nossa vida. É tão fácil viver na mesmice e ter um dia igual a outro, comer todo sábado naquele restaurante que você vai há anos e até os garçons lhe chamam pelo nome, ou fazer aquele programa sagrado de domingo de cinema/praia/filme em casa, ou namorar aquele cara só porque não quer ficar sozinha, ou ficar naquele trabalho chato só porque ainda não apareceu coisa melhor. Mas e se fosse diferente? E se de repente você acordasse de um sonho, ou melhor, vivesse um sonho e tudo fosse diferente? Que tal parar por cinco minutos e pensar, o que seria diferente? O que te faria sorrir agora? O que te faria feliz?

E porquê esse sonho não pode virar realidade?

Bem, eu mudei o roteiro da minha vida, quem sabe você pode mudar a sua…

Eu recomendo o livro. Vai fazer você pensar duas vezes sobre as decisões que toma diariamente.

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03.04.2011

Em umas das minha viagens, eu passei cinco dias em Paris e fiquei hospedada na casa de uns amigos. Ele, um professor universitário, super intelectual-descolado e bem viajado. Ela, super branca-pálida, magérrima, tre`s chic, fumante e culta, o perfeito estereótipo da mulher francesa. Eles cozinharam para mim, saímos juntos, sentavámos nos cafés, conversavamos sobre ameninadades por horas, foi uma ótima viagem, mas a mulher me fascinava. Eu adorava obsevá-la, com sua taça de vinho, sempre bem vestida, com o cigarro do lado e o scarf esvoaçante.

É interessante que esse perfil da francesa, charmosa, sexy, com estilo e intelectual, descendente de Simone de Beauvoir, é o que mais exerce fascínio e admiração mundo afora. Existem vários livros por aí que falam dessa mulher francesa, e tentaram explorar esse estereótipo como um estilo de vida a ser adotado por mulheres de todas as gerações e nacionalidades. Um dos livros que li “ What French Women Know: About Love, Sex, and Other Matters of the Heart and Mind”, da Debra Ollivier, me chamou muito a atenção. No Brasil o livro chama-se: O Que as Mulheres Francesas Sabem – Sobre Sexo, Amor e Atração.

É sempre interessante lê como diferentes culturas vêem a vida.

Eu concordo com a autora que diz que as mulheres francesas sabem celebrar a beleza individual, sabem lidar com as diferenças entre homens e mulheres, abraçam suas próprias regras, não se importam com a falta de perfeição e gostam de reforçar a sua feminilidade. Ela comenta que as mulheres francesas não querem ser como todas as outras pessoas, elas querem se destacar, elas querem adicionar seus toques individuais em tudo. Elas não sentem a necessidade de serem boazinhas, amadas e que precisam viver sorrindo para todo mundo e precisam ser aceitas. Eu gosto disso! No livro ela compara a mulher americana com a mulher francesa, sem necessariamente dizer que as francesas são melhores, pois na verdade, são completamente diferentes.

O mais interessante na abordagem do livro é como às coisas e as atitudes são resumidas. O livro ajuda de um certo o modo, as pessoas que estão descontentes com o jeito que levam a vida, ou querem uma mudança de atitude em relação a vida, pois o livro pode dar novas idéias sobre como abordar as coisas ao nosso redor. Como ter uma vida mais charmosa e mais bohemica. É claro, que não devemos esquecer que “a mulher francesa típica não existe, assim como não existe a mulher americana típica, ou a japonesa, ou a italiana.” E se tudo está funcionando direito na sua vida e você esta feliz com a forma que você é e se conduz, não há necessidade de lê um livro para aprender sobre “O que as mulheres francesas sabem”. Mas é uma leitura bacana, eu recomendo.



06.03.2011

Eu já tive meu tempo de foliã, a época do mela-mela lá no Aracati, do baile a fantasia do colégio, ou mesmo o frevo até de madrugada pelas ruas de Olinda. Mas nos últimos anos, antes de mudar definitivamente de país, eu já tinha passado para o festival de jazz em Guaramiranga e passava essa semana de férias ouvindo boa música e curtindo o friozinho da serra, era meio que um retiro. Hoje em dia essa data não me apetece mais e ás vezes até esqueço que é carnaval, e só lembro quando abro o jornal e vejo alguma foto de mulher pelada, semi-pelada ou alguma coisa rápida na TV. E que nem o Arnaldo Jabor disse, “aqui para os americanos somos um povo esquisito, tudo nu, pulando como malucos, para espanto risonho do mundo “civilizado”.

Mas enfim eu não sou a favor e nem contra, carnaval é mesmo uma grande festa e há diversão para todo gosto e bolso. Mas  parar o país inteiro uma semana para viver uma utopia as vezes é um pouco demais e também eu acho que essa festa perdeu muito a essência. Principalmente porque em muitas partes o carnaval deixou de ser dos foliões, para ser um espetáculo para os outros; o carnaval deixou de ser vivido para ser olhado.

Passeando pela net encontrei esse vídeo da jornalista Rachel Sheherazade da Paraíba fazendo uma crítica ao carnaval e se perguntando: “Até onde o carnaval é benéfico à sociedade?”. É interessante, é polêmico. Vejam e dê sua opinião.

Arnaldo Jabor que se cuide!

Link do blog da jornalista http://rachelsheherazade.blogspot.com/



07.02.2011

Ilustração de Ayalah Hutchins

Olá leitoras, blogueiras e curiosas, que como eu sempre dão uma passadinha no Ambiente Vistoriado! Eu resolvi fazer um post para colaborar com esse blog que eu sou hiiiiper seguidora! Meu nome é Natacha Soares, tenho 23 anos, sou de São Paulo, mas estou fazendo intercâmbio aqui em Washington DC.

Tenho uma dica de cinema para os “movie lovers” como eu, e também para aqueles que estão de bobera procurando um programinha tranquilo para o final de semana. O filme escolhido estreou no Brasil recentemente e chama-se Cisne Negro “Black Swan”. Ele foi dirigido por Darren Aronofsky e tem a Natalie Portman como a atriz principal e, cá entre nós, em uma de suas melhores atuações.

Eu assisti esse filme ontem aqui em Washington, D.C. e fiquei impressionada com a intensidade do filme! É surpreendente em vários sentidos. Sabe quando você vai assistir a um filme esperando uma coisa e conforme o tempo passa ele se revela algo completamente diferente? É como o “Menina de Ouro” do Clint Eastwood que você foi assistir pensando que o filme se tratava da indústria inescrupulosa do boxe e na verdade o filme se tratava da eutanásia. Então Cisne Negro é assim. Eu fui com a expectativa de assistir a um filme que retratava a disciplina que uma bailarina deve ter e o caminho árduo para se construir uma boa apresentação do Lago do Cisne, mas na verdade o filme discute algo mais. É claro que eu não vou revelar o que é, afinal vocês precisam conferir, mas eu garanto que é um ótimo filme.

Há alguns pontos interessantes nesse filme! Primeiro é o figurino que as leitoras ligadas em moda vão adorar! Afinal as irmãs Mulleavy (RODARTE) e Amy Wescott estão por trás de toda a confecção! Outro ponto é a fotografia maravilhosa! O diretor de fotografia Matthew Libatique deixou o filme parecendo um quadro! A caracterização do cisne negro é fabulosa! A maquiagem é lindaa!

Enfim… vão logo para um cinema e assistam! Eu garanto que é um filme surpreendente! Maravilhoso!

CURIOSIDADE:
Nesse filme é que é possível ver Natalie Portman e Winona Ryder trabalhando juntas! Todo mundo já confundiu as duas atrizes em algum momento da vida!..rsrsrs… E nele vocês podem perceber que elas não são tão parecidas assim.
Logo depois de filmar as cenas do filme, Natalie Portman engravidou do ator e bailarino Benjamin Millepied (que dança com ela no filme e também é o primeiro bailarino do balé de Nova York)

NÃO DEIXE DE NOTAR: Através do figurino, eles revelam a personalidade de cada personagem!

PREMIAÇÕES: Cisne Negro já tem várias indicações para o Oscar, Globo de Ouro, Bafta e Independent Spirit Awards. A atriz Natalie Portman já ganhou o globo de ouro de melhor atriz por esse filme. Para o Oscar ele tem indicações de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor fotografia e melhor edição. Esse é um dos favoritos para levar uma estatueta.

Trailler do Filme:

* Natacha Soares, 23 anos, é de São Paulo e faz um intercâmbio em Washington, onde estuda Economia na Howard University. Twitter:@natytweet.



19.01.2011

Sempre que leio um livro eu tenho uma caneta na mão para que eu possa destacar determinadas linhas ou passagens que são significativas para mim, eu também gosto de dobrar as orelhas, os cantos das páginas, para que eu possa voltar e encontrá-las. Com esso novo livro que eu estou lendo, eu poderia dobrar a orelha de cada página, pois ele é tão cheio de inspiração.

Selecionei algumas citações que marcaram-me nos primeiros dois capítulos – na qual a escritora Patti Smith (que também é a avó do Punk) descreve brevemente a sua infância e sua decisão de ir à Nova Iorque com apenas dinheiro suficiente para um bilhete de ida e alguns itens (caderno, lápis, um livro, algumas peças de roupa e fotos) na sua mala. Essa viagem que a levou ao encontro com Robert Mapplethorpe que só pode ser descrito como destino. Gosto de pensar que todo mundo pode ser uma Patti Smith da vida, cheia de sonhos e ideais e que mesmo com os medos e temores da vida, não deixa de arriscar. Buscar o desconhecido e quem sabe no final se encontrar, ou melhor virar uma pop star…Bem, o livro é ingles e tentei traduzir o mais próximo.

“O que é a alma? de que cor ela é? Eu suspeitava que minha alma, sendo tão travessa, poderia escapar, enquanto eu estava sonhando e nunca voltar. Eu fiz o meu melhor para não cair no sono, para mantê-la dentro de mim, onde pertencia. ”

“mas secretamente eu sabia que tinha sido transformada, movido pela revelação de que os seres humanos criam arte, que para ser um artista era ver o que outros não podiam.”

“um por um, eles observaram nos meus relatórios que eu sonhava demais, que eu estava sempre em outro lugar.”

“Nós não tínhamos dinheiro para ir a nenhum lugar, não tinhamos telefone, televisão ou rádio. Tínhamos apenas a nossa vitrola.  E fáziamos a mesma música tocar, tocar e tocar quando estávamos dormindo. ”

“Não se pode imaginar a felicidade mútua que sentimos quando sentávamos e sonhávamos juntos. A gente deixava-se perder por horas. Sua capacidade de se concentrar por longos períodos de tempo me contagiou e eu aprendi pelo seu exemplo, trabalhando lado a lado. ”

“Eu gostaria de poder projetar tudo no papel. Pelo tempo que eu estou no meio do caminho, eu já estou fazendo outra coisa. “

Trechos do livro Just Kids de Patti Smith.



15.01.2011

Muita gente, histeria, gritos, barulho, pessoas passando mal, tirando a roupa, loucura…. Pera, pera gente, não é nada do que vocês estão pensando. Eu acabei de vir do show do DJ Gregg Gillis, mas conhecido como Girl Talk. OMG!! Sem palavras, minhas pernas ainda estão bambas de tanto que eu dancei. Acho que perdi dois quilos essa noite, hahahaha!

O Girl Talk hoje é considerado um dos principais DJs do mundo e meio que lançou um estilo próprio, que envolve mashups experimentais de músicas pop.

Nessa foto aí de cima dá para sentir o clima da festa. O povo idolatra mesmo! E olha que eu nem conhecia ele (que já está no mercado há 8 anos). Mas ano passado fui numa baladinha que a musica tava ótima e então eu usei a aplicação Shazam (que é uma das melhores na minha opnião) do meu iPhone e descobri que era dele. Desde então, virei fã! Gosto de ouvir quando vou malhar, quando estou no metrô pensativa, quando vou me arrumar pra sair , pra tudo.

Detalhe: todo mundo interage com ele durante a apresentação e não tem aquela do dj ali e os meros mortais aqui não. É todo mundo  meio carnaval. E foi esse estilo único fez o Girl Talk  virar queridinho de algumas celebridades, como Paris Hilton por exemplo. Alem de tudo ele ainda faz um strip durante a performance e a galera se empolga e tira a roupa também. Os únicos instrumentos de trabalho são seu laptop e fone de ouvidos.

Bem eu super recomendo! Não tem erro, se você curte pop, um som bem dançante tem que ouvir Girl Talk. O melhor é que ele liberou o último cd para download gratuito no site Illegal Art. Bomba gente, vale a pena!!




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