A arte de experimentar {comidas}

Uma das vantagens de morar foi do país, foi que me abri mais para novas experiências. Principalmente em relação a novos sabores, e com isso deixei certos preconceitos e frescurinhas de lado. Por exemplo, quando eu era pequena não comia “verdura”. Era um fato, nada que fosse verde ou tivesse cara de salada não entrava no meu prato, e acho que até meados dos 20 anos eu ainda tirava a alface do meu hambúrguer.

Até que uma vez, fui jantar com um ex namorado e a família dele, e de entrada era uma salada enorme de espinafre, misturado com frutas e camarão. Tem momentos sociais, que simplesmente não podemos fazer cara feia e dizer que não comemos isso ou aquilo. Você tem que fechar os olhos e engolir com tudo e esse jantar foi um desses momentos. Claro que quando vi a salada, aquela visão me aterrorizou, mas por educação tive que comer. E pra minha surpresa, eu adorei a salada. E hoje em dia a salada não pode faltar na minha dieta.

E foi assim que experimentei novos sabores e a partir daí, me abri mais pra coisas simples como comida.  A questão é que agora eu não digo que não gosto de uma comida simplesmente porque não vou com a cara dela, eu pelo menos dou uma chance à novidade e provo para saber que gosto tem. E hoje posso abrir a boca e dizer que como de tudo. E é verdade, de coração de frango, panelada, peixe cru a escargot.

É muito fácil viver no arroz e feijão todos os dias. Mas tem tanta coisa boa por aí para experimentar, e alem disso voce pode usar o mesmo arroz e feijão pra fazer um prato completamente diferente.  Tem tantos temperos que não conhecemos, tantos produtos que não estão na nossa mesa. Porque não tentar algo novo? Pegar aquela receita complicada de prato indiano e transformar na sua receita especial.

Aqui em DC é um paraíso pra quem gosta de comida diferente, todas as vezes que vou comer fora com meu esposo fazemos uma viagem gastronômica e sempre escolhemos um restaurante de algum país que ainda não visitamos. Ontem a noite, por exemplo, comemos comida etiopiana, que se come com a mão, tem um tempero forte e é super, super, super deliciosa. Uma das minhas preferidas.

A gente tem implantado esse costume aqui em casa também, e há muito tempo não como o tradicional feijão com o arroz. Os livros de culinária que enfeitam a cozinha dão uma volta ao mundo, temos livros de comida italiana, mediterrânea, indiana, francesa e tem até um livro de comida equatoriana que veio na minha bagagem depois da temporada que passei no Equador. Lembram?

Mas enfim eu não estou aconselhando vocês a comerem cobras e lagartos e tudo que aparecer pela frente. Mas em ser mais aberto e se dar uma chance de experimentar algo novo e quem sabe se apaixonar por uma salada de espinafre, camarão e tangerina, como eu.

E pra relembrar o Equador, um país lindo, onde comi tão bem. Deixo com vocés a receita de um Ceviche gostoso, quem é fácil de fazer, tem cara da praia e fica ótimo com uma cerveja bem gelada.

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2 comentários

  1. Carola

    Ai Manu, realmente, é muito bom pra gnt mesmo se abrir pra novas experiências. As culinárias então!
    Estou no início da minha libertação de velhos conceitos e gostos. Dia desses comi um joelho de porco num restaurante alemão (não me lembro o nome do prato em alemão…), coisa que eu nuuuuunca faria nessa vida há algum tempinho atrás. E foi maravilhoso, puta prato gostoso!
    E isso graças a uma pessoa muito querida que está abrindo meus olhos pra muitas coisas novas e, possivelmente, deliciosas.
    🙂

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  2. Gisele

    Quando se fala de comida, sempre gostei de experimentar. Esses dias fui em um restaurante japonês e fiz questão de só pedir pratos que eu não conhecia, foi diferente e divertido tentar adivinhar o que eram e como comia algumas coisas, haha. Às vezes temos preconceito com algumas coisas só pela aparência e mal sabemos a delícia que estamos perdendo!

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